Barbara narrando Eu dei um passo, depois outro. O coração batia forte, mas não era medo. Era raiva. Era o limite. Era a gota final de tudo o que eu tinha segurado até ali. Eu joguei a arma com o silenciador em cima da ilha da cozinha e fui pra cima dela com as mãos livres. Ela tentou se arrastar, mas eu já tava em cima. Agarrei pelos cabelos, puxei com força, senti ela gritar, e dei o primeiro tapa. Um estalo seco, a cara dela virando pro lado. Ela ainda tentou me bater, mas eu segurei o braço dela e joguei contra a parede. Outro tapa, dessa vez mais forte. A mão ardendo, mas o ódio mais ainda. — Cala essa boca suja! — eu gritei no ouvido dela, puxando-a de volta. — Cala essa boca pra falar da minha mãe! Cala essa boca pra falar do meu irmão! Cala essa boca pra falar de mim! Ela tent

