Barbara narrando Ela ainda teve a ousadia de apontar a arma pra mim. A arma tremia na mão dela, mas ainda assim tava lá, firme, esticada na minha direção, como se ela realmente achasse que teria alguma chance. Juro que eu fiquei olhando com um certo fascínio, admirando a coragem – ou a burrice. Não sei. Talvez fosse tudo junto, misturado naquela criatura que já passou da idade de fazer escândalo, mas ainda assim se jogava em cena como uma atriz decadente em busca do último ato. — Isso tudo é culpa sua! — ela gritou, com os olhos cheios de ódio, cuspindo as palavras como se elas pudessem me atingir mais do que qualquer bala. — Larga a p***a da arma — eu disse uma vez só. Minha voz não tremeu, meu corpo não hesitou. Eu segurava minha pistola com silenciador firme, apontada direto pra c

