Capítulo 02

1092 Palavras
Jade narrando Dali pra frente as coisas desandaram completamente, eu entrei na justiça, eu entrei com recursos, eu fiz de tudo, e a cada dia que passava e eu ligava pelo meu patrimônio, elas deixavam um rombo ainda maior. Mesmo as minhas ações sendo a maior parte não havia equilíbrio. Enquanto eu trabalhava elas gastavam, eu expulsei elas da minha mansão, mas elas voltaram com uma ação judicial, já que elas vivam ali com o meu pai, eu fui mais uma vez pra justiça pra provar que aquela casa era herança dos meus avós, e que elas não tinham direito a nada, a nossa convivência é um inferno. Eu já estou no meu limite, vendo tudo o que eles lutaram pra construir, e eu luto pra manter se ruindo — jade, eu tenho pessimas noticias, preciso de você na empresa urgente — o meu consultor financeiro me liga e eu ainda estava imunda do prato que ela jogou em mim. Prato esse que eu tinha feito pra mim, e não para aquela ridícula da Iara, porque elas podem até morar aqui, mas as pessoas que trabalham nessa casa tem ordens expressas de não a servirem em nada. Eles trabalham para mim, e não para elas. Isso sempre foi motivo de guerra, mas como em todas as batalhas da minha vida, eu travava a ferro e fogo e não abaixava a cabeça pra elas em nada. Eu subi sem responder aquela afronta dela, tomei um banho, me arrumei, tranquei minhas coisas e fui descer para a empresa — sai do meu carro — eu falo quando vejo a Iara entrando no mesmo — esse carro também é meu — ela fala com deboche e quando ela botou o pé dentro eu puxei ela com tudo pro lado de fora — eu to de saco cheio de vocês, eu já falei que eu não quero você nas minhas coisas, nas minhas propriedades, nos meus carros, os dias de vocês estão contados dentro da minha casa, vocês não podem comigo, chega — eu saio arrastando ela que fazia um escândalo e joguei ela dentro da piscina com tudo Minha madrasta vinha correndo gritando igual uma galinha e eu só mandei o dedo do meio pra ela e entrei no meu carro indo pra empresa às pressas saber qual era a próxima merda do dia, porque pro meu consultor financeiro me ligar eu sabia que vinha bomba e das grandes… Acelerei pra empresa já esperando a batata quente que ia cair no meu colo, e sinceramente eu já sentia que era das grandes, minha cabeça já estava doendo só de pensar. Assim que cheguei no prédio da empresa o manobrista já veio pegando o meu carro — boa tarde dona jade, como a senhora está ? — ele me pergunta abrindo a porta do carro pra mim — tudo certo, Joel! E a família tudo bem ? — eu pergunto e ele concorda sorrindo simpático Eu sempre tive uma boa relação com todos da empresa, do prédio, desde nova criada aqui, na simplicidade, sem arrotar arrogância ou soberba, sempre tive o respeito e o carinho de todos, do faxineiro ao diretor de qualquer setor aqui eu sempre fui a mesma, eu não ligo de tomar café no copo de plástico conversando com seu Almir da faxina sobre um jogo de futebol que eu nem entendo, tanto quanto tomo champanhe na sala de reunião com todos os acionistas falando de projetos caros, e acho que isso me define como pessoa, e eu amo ser desse jeito. Subi depois de cumprimentar cada um ali da recepção e fui direto pra sala do meu consultor financeiro que estava impaciente até com os poucos cabelos que tinha pro alto — dona Jade, ainda bem que a senhora chegou, eu já não tenho mais o que fazer — ele fala desesperado assim que me vê — primeiro se acalma, e aí me passa a bomba — eu falo colocando minha bolsa na sua mesa já respirando fundo tão agoniada quanto esse homem — sua madrasta e sua irmã enlouqueceram, olha essas contas, as contas delas estão zeradas, a empresa está abrindo falência por conta delas, acabou dona jade, eu já não tenho escolha — ele fala nervoso e eu dou um soco na mesa Eu sabia que isso ia acontecer, eu tinha que agir agora, eu sou mais esperta que elas, eu precisava ser. Eu não poderia deixar essa empresa se afundar — minhas ações ? Como elas estão ? — eu pergunto e os números só cresciam — mas dona jade, com esse desequilíbrio tem vários acionistas se retirando, querendo uma reunião, eles vão cair de p*u na senhora, me desculpe a expressão — ele fala nervoso e eu n**o — fica tranquilo, eu vou resolver isso, eu não sempre resolvi ? — eu falo com ele que concorda agoniado ainda — o que a senhora vai fazer ? O que nós vamos fazer ? — ele fala em desespero total — eu vou comprar a parte delas, mesmo em queda, eu cubro esse rombo e faço a empresa subir, mas agora completamente no meu nome por incompetência delas e nem vou precisar esperar juiz nenhum me dar nada que é de direito — eu falo e ele me olha como se eu tivesse falado um absurdo e essa não fosse uma opção — que cara é essa Ronaldo, tem mais coisa aí né ? — eu perguntei ele pega uma pasta preta — eu não queria que isso acontecesse, mas eu temo que a senhora comprar a empresa delas não é uma boa opção pra senhora — ele fala e eu fico sem entender — como assim ? O que você está querendo dizer ? — eu pergunto e ele bufa abrindo a pasta — a parte delas o seu pai tirou do seu nome, certo ? — ele pergunta e eu concordo — só que essa parte dele estava afundada em dívidas e tem um porém…— ele fala é um homem entra na sala — quem é você ? — eu pergunto sem entender nada — representante do Senhor christian Petrov — ele fala e eu olho pro meu consultor esperando uma explicação dele mas só via pânico nos seus olhos — vim para negociarmos o casamento e as dívidas — ele fala firme dando um nó na minha mente — negociar o que ? — eu falo quase num grito e encaro os dois esperando uma resposta que fizesse o mínimo sentido pra essa merda toda
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR