Trabalhando em paz

1010 Palavras
Stella Rodrigues: Eu cheguei apreensiva no trabalho, depois dos acontecimentos de ontem, eu realmente não sabia o que esperar do meu dia. Tanto o Sr. Darson poderia ignorar tudo o que aconteceu, como ele iria querer conversar. E, eu sinceramente, prefiro que ele opte pela segunda opção. Sou tomada por um imenso alívio quando observo que ele ainda não chegou, são raros os dias em que ele trabalha em home office, mas acontecem, talvez ele tenha optado por isso para evitar o constrangimento. Se bem, que ele não pareceu nem um pouco constrangido quando apareceu na minha casa ontem. Furioso, essa era a palavra, eu nem sei de onde encontrei coragem para expulsá-lo da minha casa. Mas, foi necessário, ele estava a ponto de acordar Luna e isso seria um completo desastre, pelo que conheço da minha filha, ela iria querer tirar satisfações com ele, por tudo o que ela julga que ele tenha culpa. Iniciei meu trabalho com força total, haviam algumas coisas atrasadas, mas eu consegui equilibrar com as atividades do dia. Quando eu voltei do almoço é que eu tive uma supresa, o Sr. Darson, estava sentado na minha mesa, ele parece muito confortável, mas eu não me engano, posso ver a fúria naqueles olhos, posso dizer com toda a certeza que ele ainda está bravo. Seus punhos estão fechados e sua mandíbula apertada. Quando ele me vê ele só acena com a cabeça e diz: - Venha comigo. Eu nem sei o que é, mas um calafrio percorre meu corpo todo, sei que nada bom vai vir disso, mas eu o sigo, mesmo que relutante em direção à sua sala. Ele indica que eu me sente na poltrona que em frente à sua mesa, mas eu n**o: - Não é necessário Sr. Darson, eu posso ouvir muito bem daqui onde estou. - Eu disse para se sentar Stella, não quero objeções, apenas faça o que eu digo. Um pouco trêmula eu me sento. Eu sei, não sou mais uma menina e esse tipo de coisa não deveria me assustar, no entanto, a considerar por todos os traumas que eu carrego, confesso que ainda estou sendo muito forte. Quando eu me sento, ele imediatamente se levanta, rodeia a mesa, se abaixa bem de frente para mim, coloca uma mão em casa lado da poltrona, me deixando totalmente presa ali. Ele olha bem no fundo dos meus olhos e diz: - O que você tem contra mim Stella. Engulo em seco, pois o prognóstico disso sai totalmente desfavorável para mim. - Eu não tenho nada contra você Sr. - Mesmo? Por que eu não consigo acreditar nisso. Sabe qual foi a primeira coisa que escutei hoje pela manhã. - Não sei, uma música para relaxar. Eu não consegui frear a minha boca e a minha ironia a tempo. Ele dá uma risada de lado e aquilo fez a minha roupa interior ficar molhada. - Essa é boa, é realmente boa, mas não. O que eu ouvi foi o esporro daquela maluca da mulher do Blane. Eu não entendo o que a Cat está fazendo, mas só por uns dias eu queria que ela não tentasse me defender, parece que só está piorando cada vez mais as coisas. - Eu não tenho nada a ver com isso, eu nem falei com ela depois que você saiu da minha casa. - Eu não acredito em você Stella. Sabe, eu acho que você deseja o meu lugar nesta cadeira, mas não vai rolar, eu não vou permitir isso. Esse homem só pode estar louco, eu nunca quis o lugar dele, nem mesmo pensei em ir tão longe. Mesmo se eu quisesse, jamais faria algo tão baixo quanto isso e ele continuou. - Desde o início eu soube que você está aqui para espionar meu trabalho para a Sra. Blane. Mas, você está passando dos limites. Você sabe o peso de ser minha inimiga? Ele poderia ter dito qualquer coisa que não iria me ofender, mas duvidar do meu caráter foi passar dos limites. Empurrei ele, assim como eu o expulsei da minha casa ontem, eu não sei de onde tirei forças, mas ele se afastou. - Não me ameace, sinceramente, você está é muito maluco se acha que eu estou te sabotando. Esteja pronto para lutar sozinho Sr. Darson, pois eu estou fora. Disse isso e saí da sala dele. Claro que eu preciso muito desse emprego, mas eu consegui fazer minhas economias e com a experiência que eu adquiri ao longo dos anos eu conseguirei um emprego. Pego a minha bolsa na mesa e vou embora, esse homem já me deu nos nervos. Eu não sei que espécie de pessoa tem prazer em ser desagradável e eu sinceramente já aguentei muito ao longo dos anos. Eu vou pra casa e dispenso a babá, aproveito para levar Luna ao shopping. Sei que a Cat vai ficar muito chateada com a minha saída e vai tentar me convencer a voltar, mas eu não vou aturar mais aquele troglodita que se acha dono da Blane Corporation, quando na verdade ele não passa de um mero funcionário como todos os outros. - Mamãe, eu estou gostando do nosso passeio, você nunca tem tempo para sair com eu. - É comigo filha, rsrs. Não se preocupe, eu prometo que a partir de agora eu vou ter bastante tempo para você. Eu tomarei cuidado para conseguir um emprego que não tome todo o meu tempo como agora. Na verdade, diferente do que eu pensei, sair da Blane Corporation não me deixou triste, fiquei de verdade aliviada. A tensão que eu tenho carregado por todos esses anos, primeiro trabalhando com o Blane e depois com o Darson foi dissipada assim que eu saí pela porta da empresa. Mas, eu não vou vacilar, vou procurar imediatamente outro emprego, amanhã, depois que fizer meu acerto no Rh vou procurar outro emprego, não vou voltar de maneira nenhuma para a miséria de onde eu saí. Quero que a minha filha continue tendo a mesma vida boa que ela leva agora.
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