Bruce Darson:
Essa mulher está me deixando louco, até hoje Stella Rodrigues era apenas uma funcionária exemplar, mas ela está se revelando mais que isso, agora ela é um obstáculo para o meu objetivo.
Mas essa cobrinha vai ver que ninguém se mete no meu caminho sem consequências.
A verdade é que eu poderia abrir uma nova empresa em qualquer ramo, mas para quê? Eu sou sozinho, não tenho família, nem parentes próximos, um dia eu achei que teria uma família, mas agora eu sei que não vai acontecer, então eu estou ajudando essa empresa, que é do meu amigo Blane e sua família, ele é muito afortunado.
Se Stella me julga ser um demônio eu dançarei no trono e vou cutucá-la com o meu arpão. A começar por agora. Me levanto e vou em direção à mesa de Stella, mas para minha surpresa ela já foi embora. Essa cobrinha está me desafiando, eu não a autorizei a deixar seu posto e ela já foi embora?
Eu vou mostrar a ela que ganhar um beijo meu não lhe dá nenhuma vantagem. Desço e pego o carro na garagem, o trânsito não está muito pesado hoje, eu me distraio dirigindo e quando dou por mim estou indo em direção à casa de Stella.
Eu fico algum tempo no meu carro ponderando se eu iria até o apartamento dela. Me aproximo da portaria e um dos seguranças se aproxima.
- Em que posso ajudá-lo?
- Eu preciso ir até o apartamento da minha namorada, mas é uma surpresa. Eu estava de viagem, sabe e ela ainda não sabe que eu voltei.
O segurança olhou para ele desconfiado, mas veio outro, este parece o ter reconhecido de uma das raras vezes que ele veio a casa de Stella para buscá-la para uma viagem de negócios, ambos os seguranças conversaram um pouco até deixar Bruce passar.
- Tudo bem Sr. pode entrar.
- Valeu eu sou Bruce Darson.
Quando ele disse seu nome completo o homem pareceu mais confiante em deixá-lo entrar. Ele sussurrou para si mesmo enquanto estacionava.
- Muito bem cobrinha, agora somos eu e você.
Eu toque a campanhia, já passava das nove, mas eu sou um homem que não deixa nada para depois.
Quando Stella abriu a porta ficou pálida como no banheiro mais cedo. Eu sorri, é bom você me temer mesmo cobrinha. Ela tentou fechar a porta, mas eu não deixei.
- Não imaginei que fosse tão sem educação Srta. Rodrigues, é assim que recebe o seu chefe em casa?
- O... O... que você está fazendo aqui?
Eu não resisti e decidi provocá-la.
- Vim para terminar a conversa que começamos no banheiro.
No mesmo momento ela olhou para minha boca, pequena cobra. O problema é que não é somente ela que fica afetada, mas eu também sinto vontade de beijá-la novamente. Mas, eu preciso resistir.
- Não se preocupe Stella, eu não vou te beijar novamente, eu apenas quero conversar, me deixa entrar.
- E quem disse que eu iria permitir? Eu acabo com você antes que consiga encostar em mim de novo.
Ela diz bem durona, eu não deixo de acreditar, essa mulher nunca é simples, então não se pode saber o que esperar.
- Me deixa entrar Stella.
Ela se afasta um pouco da porta e diz:
- Entre, mas você pode ser menos barulhento? Luna já está dormindo, eu não quero que ela te veja aqui.
- Muito bem, eu quero saber por que você fala m*l de mim para todo mundo. Se tem algum problema me diga na minha cara.
- Eu não falo m*l de você para ninguém.
Dou uma risada amarga e ela faz sinal para eu baixar meu tom.
- Para com isso, a Luna vai acordar.
- Então me responde Stella, sinceramente.
- Quer saber, eu não preciso responder nada, eu já disse que não falo m*l de você. Se não quer acreditar, problema seu. Você nem deveria estar aqui.
Dizendo isso, ela vai me colocando para fora do apartamento dela. Quando eu percebo já estou do lado de fora.
Saio dali irritado, Stella não me tratou com nenhum respeito, tudo bem que eu passei um pouco dos limites aparecendo aqui, mas ela não demonstrou nenhum respeito por mim, isso tem que mudar.
Vou para a minha casa, é um apartamento de cobertura, quando eu entro em casa, sou recepcionado pela solidão. Reflito que talvez eu tenha ido à casa de Stella apenas para adiar a minha realidade.
Depois de um banho, peço algo para comer. Desisti da mesa há muito tempo, ficar sentado ali, só evidencia ainda mais o fato de eu estar só. Faço minha refeição na bancada da cozinha mesmo.
Depois vou para o meu escritório e não consigo evitar, pego uma garrafa de uísque, desde o primeiro copo, apenas uma coisa se fixa em minha cabeça, o beijo de Stella.
Nós já trabalhamos a bastante tempo juntos, mas agora ela resolveu bagunçar tudo. É algo que já pode se esperar de uma mulher.
O pior é lembrar de cada detalhe e gostar cada vez mais dessas memórias. Ao ponto de ficar dur0 ao me lembrar da quentura do corpo dela junto ao meu e o quanto ela estava disposta e entregue nos meus braços.
Aquela serpente sedutora, está tentando se infiltrar no meu sistema,eu apenas vou colocando a bebida para dentro de mim.
Acordo logo cedo, com o maldito toque do meu celular. Me fazendo perceber que eu havia adormecido debruçado em minha mesa e além disso despertando uma baita dor de cabeça.
- Alô.
- Sr. Darson?
- Sim, ele.
- É a Catherine Blane, eu estou ligando para dizer que semana que vem a Stella viajará conosco. Espero que você a libere do trabalho sem maiores transtornos.
Stella novamente? Essa mulher parece ser o único assunto que permeia a minha vida ultimamente.
- Tudo o que a Sra. mandar. Ao contrário do que você pensa, eu não sou um carrasco com ela.
- Eu não penso nada Sr. Darson, eu sei. Bom, saiba que é uma exigência minha a presença de Stella aqui, então se tiver algum problema quanto a isso, fale comigo.