Stella Rodrigues:
Eu realmente desejei aquele beijo, mas sentir a boca do Sr. Darson na minha, foi algo para além de qualquer lógica, em um segundo estávamos brigando e em outro nossos corpos estavam pegando fogo de desejo. Sim, ele também me desejou, eu senti sua ereção crescer conforme aprofundavamos o nosso beijo.
Confesso que eu sempre fui muito romântica, mas nem nas minhas piores alucinações eu imaginei que o Sr. Darson iria sequer olhar para mim algum dia.
Talvez ele nem tenha olhado, mas ele suplanta sua raiva de uma maneira diferente.
Eu me concentrei nele e eu realmente estava dentro disso, sem saber aonde ia parar, mas eu tinha uma ideia. Foi então que o meu celular tocou e tão repentino como iniciou o beijo, ele se afastou de mim e disse:
- Se disser isso para alguém, eu acabo com você.
Minha mente criou uma resposta bem cínica, que nem em mil anos eu teria a coragem de verbalizar,as eu corei diante do pensamento de que dependendo do modo que ele fosse acabar comigo eu ia gostar muito. Depois que disse isso ele foi embora, tão furioso e tempestivo como apareceu.
Respirei fundo e olhei para a tela do celular e era a Cat.
- Oi Cat.
- Oi Sté, como você está amiga?
Eu saí do reservado e olhei no espelho, eu estava uma bagunça, tanto por dentro, quanto por fora. Mas, eu não diria nada disso para a minha amiga.
Cat ficava insinuando que o Sr. Darson tem uma quedinha por mim, o que eu não acho que seja verdade, nem depois desse beijo.
- Sté? O que aconteceu? Por que não responde? Aquele m*l amado do Darson te fez alguma coisa?
Me lembrei da repreensão que ele me deu antes de sair daqui, então estremesso.
- Não Cat, não aconteceu nada.
- Por que será que eu não acredito, hein Sté? Se aconteceu algo, você tem que me falar, como eu posso te defender sem saber?
- Eu já disse Cat, não aconteceu nada. O que você deseja patroa?
- Você sabe, vai ser aniversário do Seph e da Angel, eu quero muito que você e a Luna venham.
- Você é a chefe, se você quer me dar uma folga, quem sou eu para negar.
Dou uma risada leve, enquanto eu jogo repetidamente água no meu rosto tentando tirar a evidência no meu rosto de que eu estava beijando.
- Eu quero sim e fica tranquila, pois dessa vez eu não vou chamar aquele m*l humorado do Darson, da última vez ele fez as crianças chorarem.
- Eu não me importo amiga, eu sei que ele é o único amigo do Blane.
- Pode até ser, mas eu não vou deixar ele voltar aqui em casa antes que ele mude seu comportamento.
- É muito legal de sua parte fazer isso, mas, realmente não precisa.
Conversamos mais um pouco e eu saio do banheiro e vou em direção à minha mesa, meu trabalho está realmente atrasado, não fiz nada até agora, ainda bem que as reuniões serão apenas durante à tarde. Porém, m*l eu me sento e o telefone toca. É o Sr. Darson de novo, espero que ele não fale mais barbaridades como mais cedo.
Quando eu entro na sala, percebo que ele olha imediatamente para a minha boca, eu sei que ela está vermelha, evidenciando o que eu fiz, mas fico revoltada, pois com ele não parece ter acontecido nada.
- Sim, Sr. Darson.
Eu disse bem séria, não quero que ele pense que estou dando alguma liberdade para ele.
- Eu quero te pedir desculpas Srta. Rodrigues, eu...
Ele concerta a garganta como se procurasse as palavras certas para dizer.
- Eu me excedi, não deveria ter feito o que eu fiz, ainda mais de forma tão intensa. Acho que deveria por uma compressa de gelo, está muito evidente...
Ele piorou muito a nossa situação, eu só quero sair dali.
- Não se preocupe Sr. Darson, está claro que não há intenção alguma por trás do que aconteceu, claramente foi só um acidente. Quanto à minha boca, não se preocupe, ninguém vai pensar que foi você. Agora... licença.
Saí daquela sala, no meu limite, mas eu não me permiti chorar, ainda havia muita coisa a ser feita é eu tinha que terminar para sair dali o mais rápido possível.
Quando deu meu horário apenas fui embora, hoje eu não quero saber de horas extras, ele que fique com o trabalho dele, eu tenho mais o que fazer.
Fui direto para o supermercado, comprei sorvete para comer mais tarde com a minha menina depois do jantar e comprei mais algumas coisas que estavam faltando.
Quando cheguei em casa fui recepcionada por uma Luna muito contente por eu ter chegado cedo. Dispensei a Kátia e ficamos as dias em casa.
Tomamos banho e vestimos nossos pijamas, mesmo ainda sendo cedo. Coloquei um filme da Barbie na TV, pedi uma pizza.
Esse será o nosso jantar por hoje.
Por causada saúde da Luna, nossa vida é sempre muito regrada, mas em raras ocasiões como esta, nós saímos um pouco da linha.
Luna quase não consegue terminar o sorvete de tanto sono, já estávamos no terceiro filme da Barbie. Só quando o filme terminou eu a levei para o quarto dela.
Todos os dias eu agradeço a Deus por conseguir dar uma vida melhor do que a que eu tive para a minha filha.
Depois de colocá-la na cama eu fico observando o seu sono. Parece um anjo.
Vou para o meu quarto, pois o dia foi cansativo para mim também.
É só eu fechar meus olhos que o sono me domina. Não demora muito para eu começar a sonhar e logo com quem. Ele mesmo Bruce Darson em toda a sua beleza.
No sonho eu e ele estávamos sentados na praia observando Luna brincar na areia, pareciamos uma família feliz até que ele acaricia meu rosto e diz:
- Isso nunca vai acontecer Stella.
Seguindo de uma gargalhada diabólica.