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3048 Palavras

Aurora — Mamãe, olha eu sendo dinossauro! Rááá! — Luna rugiu alto, com os bracinhos pra cima, usando uma das touquinhas verdes que a Malu tinha costurado pra ela dias atrás. — Ai meu Deus, o dinossauro vai me pegar! — me joguei de leve no sofá, fingindo pânico. — Socorro, alguém me salva da Tiranolunarex! Ela gargalhou alto, do jeitinho mais lindo que só ela sabia fazer. Correu em volta da mesinha da sala, derrubando as almofadas do sofá no processo e quase tropeçando nos próprios pés. Eu só conseguia rir e me sentir viva. Por alguns minutos, só existia isso — minha filha, nosso momento, uma casa que ainda resistia aos sustos dos últimos tempos. Mas meu olhar escapou, ainda com o sorriso no rosto, pra direção do quarto. Treva estava sentado na poltrona que colocamos perto da janela, co

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