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2584 Palavras

Aurora O sol já estava dando uma trégua no morro quando eu cheguei na casa da Cleo com a Luna pela mão. O calor já tinha dado uma amenizada, e o vento batia de leve, levantando aquele cheiro bom de comida feita com calma. Era feijão no fogo e arroz soltinho, certeza. — Tá na hora certa, hein? Cheiro não te enganou — Cleo abriu o portão já com o pano de prato no ombro, rindo pra mim como sempre fazia. — entra, menina. — Trouxe reforço — falei, apontando pra Luna, que logo correu pra dentro com aquele jeitinho curioso dela, como se fosse dona de todos os cantos. — Aê, Luninha! Vem cá mostrar tua boneca pro Apolo! — ela gritou pro lado de dentro, e em dois segundos o Apolo apareceu correndo, descalço, com o cabelo bagunçado e um carrinho na mão. Os dois se bateram num abraço de criança, m

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