Aurora Acordei com o cheiro de café invadindo o quarto e por um segundo, achei que tava sonhando. Mas aí ouvi uma voz bem conhecida vindo lá da cozinha: — Paloma, pelo amor de Deus, tu vai queimar o pão de novo! — Ih, Malu, relaxa! Isso aqui é crocância gourmet, tá? Aurora que lute! Sorri sozinha antes mesmo de abrir os olhos. Levantei devagar, e fui até a cozinha só de blusa larga e short, o cabelo num coque torto que devia estar parecendo uma árvore tombada. Assim que apareci na porta, Paloma me olhou com cara de deboche. — Acordou a guerreira! — ela abriu os braços como se eu fosse uma celebridade chegando no Projac. — a Mulher-Maravilha versão favela, limpadora de pós-festa profissional! — Paloma... — reclamei rindo. — nem começa. — Malu me entregou uma caneca fumegante de café

