Aurora Acordei com o barulho da Luna falando sozinha na cama, daquele jeitinho dela de quem tá contando um segredo muito importante pra boneca. Sorri antes mesmo de abrir os olhos. Me estiquei, bocejei alto, e me levantei num impulso meio preguiçoso. Peguei a pequena no colo, ainda quentinha de sono, com aquele cabelo bagunçado que parecia ter passado por um furacão durante a noite. Ela se agarrou no meu pescoço e deu uma risadinha que fez meu coração derreter inteiro. — Vamos tomar café, minha monstrinha? Ela bateu palminha, como se fosse a melhor ideia do mundo. Fomos as duas juntas pra cozinha, onde o cheirinho de café fresco já denunciava que o Treva estava de pé. — Bom dia, minhas duas meninas favoritas — ele falou, com um sorriso de canto e a xícara na mão. — Bom dia, vô — a Lu

