Aurora Cheguei em casa já indo para o quarto, procurando minha bolsa para arrumar minhas coisas e de Luna. Deixei o Guilherme carregar a criança para dentro de casa, e assim que ele viu que eu estava jogando roupas encima da cama, na mesma que ele colocou nossa filha, em seguida me encarando sem reação. Ignorei aquele olhar, por mais que meu peito queimasse de angústia. Eu ainda estava sem acreditar no que tinha acontecido. Aquele policial tentando fazer Deus sabe o que, comigo e Paloma. Era como se passasse uma fita inteira na minha cabeça das matérias que eu vi sobre as crueldades que algumas mulheres sofriam na mão deles. No fundo eu tinha razão de querer ficar em casa, de querer proteger a Luna e a mim mesmo disso tudo. Porque essa uma realidade nova, que eu jamais conseguiria viver

