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2273 Palavras

Aurora A sala tava tranquila. Tranquila até demais. O sol entrava pela janela, batendo de leve no tapete. A Pretinha dormia de barriga pra cima, largadona, e a Luna tava sentada ao lado, brincando de encaixar pecinhas coloridas numa tampa de panela. — Azul... — ela resmungava, tentando enfiar a peça amarela no buraco errado. — azuu... — Essa aí é amarela, meu amor. A azul tá do outro lado. Ela fez uma careta, quase como se dissesse "tanto faz", e seguiu com o jogo dela. A vida de criança é assim — simples, sem pressa, sem medo. Pelo menos deveria ser. Ela largou os blocos e começou a colorir novamente, seus traços bem fortes e exagerados parecendo que iria rasgar a folha ao meio a qualquer momento, aquilo me fazia rir. — Mamãe, ó! — Luna veio correndo com o papel todo amassado na mã

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