Cativeiro Parte 2

498 Palavras

As horas não passavam. O relógio velho na parede do quarto era o único som que me fazia companhia, além da minha própria respiração acelerada. Cada tic-tac era como uma tortura, um lembrete c***l de que eu estava presa, refém, esperando o próximo passo de um homem louco. Quando a porta se abriu, meu corpo inteiro se enrijeceu. Caíque entrou de novo, dessa vez com o celular na mão. O sorriso estampado no rosto me fez gelar. Ele tinha aquele ar de quem estava prestes a fazer um jogo sujo — e eu era a peça central. — Vamos brincar, princesa. — disse, balançando o celular na frente do meu rosto. — Hora de dar um recadinho pro seu reizinho lá no Israel. Eu tentei manter o olhar firme, mas a garganta estava seca. Ele puxou uma cadeira, sentou na minha frente e ligou a câmera do celular. A te

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