Nayla O sol nasceu sobre o Complexo de Israel, mas a luz que invadiu o quarto de Nayla era diferente. Não era apenas a luz do dia; era a luz de uma nova realidade. Nayla acordou sentindo o gosto de chocolate e a sensação do beijo de Michel. O que havia acontecido na cozinha não era um sonho; era um ponto de virada, uma quebra no silêncio que os cercava. Ela se levantou, caminhou até a janela e observou o morro. A vida lá embaixo continuava em seu ritmo frenético, mas Nayla não era mais a mesma. A gaiola de ouro que a prendia havia se tornado um refúgio, e o seu carcereiro, o seu protetor, o seu único porto seguro. O beijo de Michel havia quebrado a barreira invisível que os separava, e agora, ela se sentia mais viva do que nunca. Ela ouviu o som de vozes vindas da sala e, com a curiosi

