As Teias de Daniel

1125 Palavras

Barata A luz da manhã m*l se insinuava pelas frestas do escritório de Michel, mas ele já estava de pé, imerso em papéis. Não eram relatórios do tráfico, nem planilhas de contabilidade da boca. Eram cópias de extratos bancários, registros de empresas, e-mails criptografados e até mesmo fotos antigas. O ar pesado do cômodo cheirava a café forte e ao papel envelhecido, um contraste gritante com o cheiro de pólvora e suor que normalmente impregnava o lugar. Barata, um homem esguio com óculos de leitura na ponta do nariz e a agilidade de um rato em qualquer ambiente, estava sentado em uma cadeira improvisada, explicando cada detalhe. Seus olhos, acostumados a vasculhar as entranhas do mundo subterrâneo e corporativo, brilhavam com a satisfação de um trabalho bem feito. — Consegui tudo, Blad

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