Discussão

1101 Palavras

Nayla Cheguei ao CPX com o coração ainda martelando. O cheiro da fumaça do Cajueiro misturava-se com a adrenalina que corria nas minhas veias. Cada passo que eu dava no pátio parecia mais pesado, e cada olhar que eu lançava aos meus soldados dizia o mesmo: ninguém ousa mexer com minha mulher impunemente. Nayla estava na varanda, braços cruzados, observando o pôr do sol tingir o morro de laranja e vermelho. Quando me viu chegando, o corpo dela ficou rígido. Seus olhos arregalados encontraram os meus, e naquele instante, eu soube que ela sentiu que algo tinha acontecido. — Blade… — ela começou, a voz trêmula — o que aconteceu? — Nada que tu possa imaginar… — respondi com um meio sorriso frio, mas o peso da raiva ainda pulsava em mim. — Mas, Pocahontas, escuta… o filho da p**a do Caíque…

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