capítulo 2

849 Palavras
Um ano se passou e Katherine já começou a ver as falhas de Pierre, más, a jovem que se dizia perdidamente apaixonada recusava a aceitar que a mãe estava certa. Na sua cabeça ela dizia: __ Ele é jovem, logo essa fase passa e ele toma jeito. — Ingenuidade da sua parte. Ela era jovem também, dezenove anos, foi mimada a vida toda e se não quisesse não estudava nem trabalhava, mais ainda assim ela se tornará a aluna número um da sala. Enquanto a mocinha estudava como louca para se formar e levar orgulho aos seus pais, Pierre deixava a faculdade. E lá estava a primeira briga. O príncipe encantado havia colocado as magas de fora, só faltava Katherine abrir seus olhos e identificar os sinais. __ Isso não é pra mim. – Disse ele bem alterado. __ Eu sou um artista Katherine, sou livre e independente você me entendeu? Não preciso de professores chatos, metidos a b***a e que acham que sabem tudo ditar minhas obras. As lágrimas escorreram pelos seus olhos e ele se deitou no colo de Katherine aos prantos. __ Desculpa amor. Eu só quero ser livre. Quero crias minhas obras sem ter aquele homem o tempo todo dizendo que não sou bom o suficiente. O babaca deva-lhe uma desculpa esfarrapada e Katherine caia feito patinho em sua lábia. A mocinha apoiou Pierre e disse que ajudaria o rapaz ser reconhecido. Mais ele queria mesmo isso? É óbvio que não! O fim do ano letivo chegou, e mais uma vez Katherine passou um semestre à frente da sua turma. Enquanto isso Pierre estava estagnado no mesmo lugar. O rio estava explendido! Casas e prédios foram enfeitados com lindas decorações de natal. As luzes piscavam em diversas cores, e o espírito natalino traziam os familiares dos estudantes de diferentes lugares para comemorarem está data especial. Só que a comemoração na cobertura de Katherine não estava programada. Sua mãe chegou e usou a chave reserva pois queria fazer uma surpresa a filha, mais surpreendida ficou. Ana perdeu completamente a paciência ao passar pelo hall de entrada e ver Pierre estirado no sofá da sala de estar jogando videogame. __ Eu não estou acreditando no que meus olhos estão me mostrando. Levanta dai rapaz — Indignada ela repreende Pierre imediatamente. Ana não compreende a filha. Não entende como a garotinha dela que sempre foi esperta e astuta não vê o que está bem na sua frente. Katherine acabou de encerrar um plantão de vinte e quatro horas no hospital em que passará a fazer seu estágio alguns meses atrás, más, mesmo cansada, visivelmente esgotada, ainda assim preparava o almoço para Pierre. __ Um casal requer união. Vocês sabem qual é o significado dessa palavra? Você sabe Pierre o que é união? — Ela virou se e encarou Katherine. __ Pelo amor de deus minha filha o que está fazendo da sua vida? Saiu de casa para se tornar empregada desse desocupado? Ana Carolina já não aguentava mais, ela não podia se calar. __ Esse moleque não estuda, não trabalha, não faz nada da vida e você ainda serve ele? Ele é quem deveria dar-lhe tudo na mão, já que você está bancando os seus luxos. Ou melhor, nós bancamos os luxos dele. Katherine tinha que abrir os olhos, Ana estava cansada de pagar a fatura do cartão da jovem mensalmente e ver o quão fúteis eram os gastos depois que Pierre entrou na vida da filha. __ Ele só quer liberdade de expressão e na faculdade não encontra isso, que m*l tem isso? E sim, ele trabalha mãe, seus quadros lhe dão um bom dinheiro. A jovem mentia descaradamente para sua mãe mais uma vez. Katherine sabia que Pierre nunca conseguiu vender um só quadro, sempre levou um não, nenhum de seus quadros eram agradáveis aos olhos, más, para ser uma boa esposa a jovem mantinha a tese de que em breve ele se tornaria um artista renomado, quando na verdade tudo que ele queria ele já tinha, ser bancado. Coitada! A cilada estava armada, e ela passou a ser a vítima da situação. Katherine era a única que não enxergava, uma noite quente, alguns beijos e amassos já eram suficientes para cegar a jovem completamente. Mais um ano se passou e os pais de Katherine se afastaram completamente pois sempre que tentavam se aproximar Pierre usava seu controle emocional para causar brigas a seu favor, pouco tempo depois bloquearam todos os cartões da jovem cuidando apenas dos gastos da casa, eles não deixariam de apoiar a filha já que sabiam que o salário de residente não supriria suas necessidades, más Pierre. Aquele bastardo não iria usufruir do dinheiro da família, não mais. Os pais de Katherine achavam que assim iria ajudar a filha, que enfim, quando não tivesse mais onde se escorar, Pierre deixaria a jovem e procuraria outra vítima. Mais estavam errados. O apartamento de luxo, a boa comida, o dinheiro que a jovem ganhava no hospital, isso bastará. Por um tempo. Quando acabou todo o dinheiro naquele mês, Katherine conheceu o "Marido" de verdade.
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