O Jogo da Sedução
Katherine sentiu o corpo tremer. Aquelas palavras traziam lembranças amargas de um passado de submissão, mas ela não se deixaria vencer novamente. William era hostil, agindo como se fosse seu dono, e isso acendia nela uma faísca de rebeldia.
— Você está se achando demais, não acha? — Katherine retrucou, a voz firme apesar da adrenalina. — Com esses papéis em minhas mãos, o posto de "dono" está vazio. Eu não sou de ninguém.
Ela apertou a mão de William, que ainda rodeava sua cintura, tentando se desvencilhar. A diferença física era gritante: William, com seus quase dois metros de puro vigor atlético e mãos grandes, parecia capaz de engoli-la.
William odiava a audácia alheia, mas adorava a dela. Um sorriso ladeado surgiu em seu rosto ao ver o quão frágil — e ao mesmo tempo feroz — ela parecia naquela tentativa fracassada de escape.
— Vazio? Você tem certeza disso? — Ele cobriu a mão dela com a sua, forçando uma proximidade que a fez perder o fôlego. — Se eu digo que uma coisa é minha, ela é.
Katherine soltou uma gargalhada irônica, como se ele tivesse contado a piada mais absurda do mundo. — Você é abusado. Certamente não é homem o suficiente para conquistar uma mulher com sutileza; por isso, precisa usar a força.
Os olhos de William brilharam com uma euforia perigosa. O autocontrole dele estava por um fio. Aquela boca atrevida, aquele desdém pela sua masculinidade... ela estava brincando com fogo. — Você acha que eu não sou homem, Katherine? — Ele se virou para o salão e deu uma ordem curta: — Saiam!
Imediatamente, todos os seguranças e funcionários retiraram-se. O silêncio do cassino tornou-se pesado. — Quer que eu lhe mostre o quanto sou homem?
Katherine não sabia que demônios a possuíam naquele instante, mas a resposta saiu antes que a razão pudesse impedi-la: — Eu quero.
A Mesa de Cartas
William estancou por um segundo, pego de surpresa pela provocação, mas logo o choque deu lugar a um sorriso predatório. Ele a envolveu em um beijo intenso enquanto a conduzia até a mesa de cartas. Com um movimento bruto, ele varreu as fichas e baralhos para o chão e a ergueu, sentando-a no feltro verde.
— William... alguém pode entrar... — Katherine balbuciou, inebriada pelo calor que emanava dele.
— Ninguém entra aqui, Katherine. Quietinha — ele sibilou, atacando seu pescoço com beijos vorazes.
— A gente... não pode... aqui...
Ele ignorou os protestos fracos. As mãos dele, ágeis, livraram-na do jaleco branco e partiram para os botões de sua calça. Katherine estava em chamas. O corpo dela gritava o que a boca tentava negar. William segurou o rosto dela com firmeza, afastou-se apenas o suficiente para admirar a vista e posicionou-se entre suas pernas.
— Ainda acha que eu não sou homem, Katherine? — Ele a beijou novamente, deslizando as mãos pelo abdômen dela, alcançando o cós da calça.
— Eu... eu não acho — ela confessou, entregando-se ao desejo. A ideia de estar com um desconhecido em um cassino vazio já não parecia errada; parecia inevitável. “Que se dane”, pensou ela.
— Você gosta de me desafiar, não é? Gosta do perigo? — Ele aprofundou o beijo, sentindo a língua dela buscar a sua com a mesma urgência.
— Eu gosto... — ela admitiu entre arfadas.
William desceu a mão, brincando com a renda da calcinha dela, mas sem ultrapassar o limite. Ele não iria além sem a permissão explícita dela — ele queria que ela estivesse no controle de sua própria ruína. — Quer que eu mostre agora?
— Quero!
— Então me mostre como você quer que eu faça — ele sussurrou, rodeando a i********e dela com os dedos, torturando-a com a proximidade.
Katherine perdeu qualquer resquício de hesitação. Guiada por um instinto que nunca soube possuir, ela levou a mão dele até onde o fogo ardia com mais força.
— Deliciosamente molhada — ele observou, as pupilas dilatadas de desejo puro.
Ele usou os dedos com maestria, levando-a ao limite. O corpo de Katherine tremia incontrolavelmente, ela estava a segundos do ápice quando, abruptamente, ele parou. Retirou a mão, deixando-a em um vazio insuportável.
— Se quiser que eu seja mais homem que isso, terá que merecer. Eu disse que você teria que implorar — ele disse, com um olhar vitorioso.
Katherine desceu da mesa, eufórica e frustrada. — Mas você... — Ela bufou de raiva. Estava tão perto.
William sentia o próprio corpo clamar por ela, mas o prazer negado era a punição perfeita pela audácia dela. Além disso, ele sabia que aquele salão de jogos não era o lugar digno para a primeira vez de uma mulher como Katherine. Ele queria mais. Queria que ela estivesse completamente à sua mercê.