Dayenne ficou um tempo na cozinha e foi deitar. A casa estava imersa no silêncio pesado da madrugada. Marvila acordou com o repuxar dolorido da cicatriz da cesariana e com uma sensação de vazio. Olhou para o lado, o espaço de Dom na cama estava intacto. Imaginou que ele estava dormindo no sofá da sala. Ela tentou ignorar a dor emocional e se concentrar na dor física. Levantou-se devagar, apoiada na parede. Aninha dormia, parecendo uma pintura serena. A visão da filha era a única coisa que a mantinha cheia de esperança. Marvila foi até a porta e a abriu, espiando o corredor. A porta do quarto de hóspedes estava fechada, Dayenne estava lá. Seus olhos se moveram para o final do corredor, ela foi até as escadas, viu a sala. Lá estava Dom, encolhido no sofá, coberto por um cobertor fino, com

