O céu começava a escurecer quando o portão da casa de Ellison se abriu com um rangido tímido. Ela já havia passado o dia inquieta, os olhos voltados para o relógio como se contasse cada segundo. A promessa feita naquela manhã ainda ecoava em sua cabeça, firme, inabalável: ou Connor devolveria todo o dinheiro até o fim do dia, ou ela o denunciaria à polícia por roubo. Nicolas estava sentado na sala, revisando relatórios e cruzando dados bancários com as mãos firmes e a mente atenta, mas seus olhos, vez ou outra, se desviavam para a porta. Ele sabia que aquele seria o dia de um ponto de virada. Ellison estava na cozinha quando escutou a batida na porta da frente. A força do impacto não vinha da mão, mas da tensão por trás do gesto. Ela limpou as mãos no pano de prato e seguiu em passos dec

