A casa de Nicolas, antes silenciosa e marcada por rotinas meticulosas, já não era a mesma. Desde que Ellison decidira — ou melhor, assumira — o papel de figura constante na vida dele e de Emily, tudo mudara de forma gradual, mas profunda. No início, Nicolas pensou que ela só apareceria uma ou duas vezes por semana, talvez nos fins de tarde ou nos domingos. Mas bastou um dia para perceber o engano: Ellison estava por todos os cantos, com seus comentários afiados, sua risada escandalosa e aquele jeito de quem parecia conhecer melhor a casa dele do que ele próprio. E Emily... Emily a adorava. A bebê, agora com três meses, reagia à presença de Ellison como se ela fosse a luz do sol. Bastava ouvir a voz da mulher para os olhinhos brilharem e os bracinhos gorduchos começarem a se agitar. Ela

