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1079 Palavras

O som suave do ventilador de teto era a única coisa que quebrava o silêncio no pequeno escritório da transportadora. Lá fora, o dia morria lentamente, tingindo o céu de tons dourados e alaranjados. Os últimos raios de sol passavam pelas frestas da persiana, projetando listras de luz sobre os móveis antigos. O relógio de parede marcava 17:06. Nicolas soltou um suspiro pesado enquanto empilhava os últimos papéis sobre a mesa. A análise minuciosa havia durado o dia inteiro. Ele havia cruzado dados bancários, rastreado notas fiscais, lido recibos suspeitos e comparado documentos com transferências eletrônicas. A pilha de provas crescia diante de seus olhos, e com ela, crescia também a raiva que se enraizava em seu peito como um veneno lento. Connor não só havia roubado. Ele tinha saqueado a

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