O escritório estava mergulhado em um silêncio tenso, como se cada móvel ali dentro segurasse a respiração. Nicolas não acreditava no que acabara de ouvir. Ficou imóvel, encarando Ellison como se ela tivesse acabado de dizer que pretendia se casar com um poste. Ela desviava o olhar, claramente desconfortável. A mão trêmula acariciava a alça do bebê conforto onde Emily dormia, como se aquilo fosse lhe dar algum apoio emocional. “Você pode repetir o que acabou de dizer?” perguntou Nicolas, devagar, a voz perigosamente calma. Ellison mordeu o lábio inferior, desviando os olhos para um ponto aleatório no chão. “Eu disse… que eu não sei se consigo denunciar o Connor. Não agora.” O silêncio foi substituído por um som seco: o barulho do queixo de Nicolas caindo no chão — metaforicamente. “Vo

