UM MOMENTO MÃE

2073 Palavras
Ela não pensou em mais nada alem de correr para a janela de seu quarto para se jogar fora como uma forma eficaz de fugir daquele ser que estava diante dela. O seu coração começou a batucar dentro do peito de um jeito que não conseguia ouvir outra coisa alem dos seus próprios batimentos cardíacos. De repente tudo ficou escuro e quando chegou perto da janela sentiu uma mão firme lhe agarrando o seu tornozelo, ela gritou de medo e de agonia, pois aos poucos sentia que a sua pele estava sendo machucada, perfurada lentamente. A sua cabeça começou a latejar quando ela tentava fazer forca para escapar daquela mão que mais parecia uma garra sedenta. – Que d***o és tu, me deixa em paz. – ela disse e aquelas palavras foram como um truque magico para lhe darem forca de escapar da garra que havia se cravado no seu tornozelo. – Eu sou d***o e você e o meu premio. – a criatura depois de ter perdido o tornozelo da vitima num movimento manhoso da adolescente disse com a sua voz grotesca que chegava ate a tocar a alma. Ela depois de ter conseguido escapulir da mão da criatura do alem saltou pela janela que estava fechada assim tendo quebrado o vidro e caído do lado de fora da casa onde mil homens com a mesma aparência do que estava lhe seguindo. Eles parados olharam para ela como se já estivessem lhe esperando por milénios. Mesmo vendo todos aqueles diante dela, reuniu toda a coragem que sobrava e começou a correr sem nenhuma direção definida ou planejada ate que se esbarrou numa mulher de uma idade avançada com rugas que se apresentavam na face. – O que esta acontecendo minha filha? – a velha perguntou a adolescente que tentava levantar antes de responder. Uma algazarra soou antes dela dizer: – Eu não sei. – Vânia!! – uma voz lhe chamou e percebeu que ainda acabava de sair de um pesadelo. La fora caia uma chuva torrencial que era acompanhada pelo grito dos seus e quem estava ali lhe chamando era a sua mãe, pois sabia que ela não sossegaria ouvindo aquele som que sempre lhe metia medo a cada momento que soava com a sua intensidade que para ela era impossível de suportar. – Mãe, muito obrigada. – disse Vânia quando viu a sua mãe ao lado da cama olhando para ela com ternura. Belfácia as vezes se culpava por ver a sua filha naquele estado alegando que ela era a responsável pela filha ter aquele problema que nem conhecia o seu diagnostico por ter passado a vida lhe mimando. O que fizera com que ela pensasse assim fora o seu próprio mari do que durante as brigas e conversas que ambos tinham. – Não precisa agradecer, minha filha – com uma grande ternura na voz Belfácia disse – Mais um pesadelo, não e? Belfácia envolveu a filha num abraço forte e caloroso antes mesmo desta responder. – Te amo, mãe. – de repente ela disse ainda sentindo o calor do abraço da mãe que por um momento ela ficou sem nenhuma palavra ate depois que o abraço cessou. – Eu também te amo, minha filha. Como se as palavras daquela escritora tivessem invocado o som dos céus, foi a vez da trovoada soar e deixar os seus raios fazerem desenhos repetidos que Vânia não teria coragem de olhar mesmo que estivesse curada ou se não tivesse nenhum problema com aquele fenómeno natural. – Vai dormir aqui? – perguntou a adolescente se escondendo de baixo dos cobertores. – Exato, hoje vou te fazer companhia minha filha. O seu pai ainda não voltou desde que saiu depois do almoço. – Que bom, mas para onde ele foi? – Não disse para onde ia, apenas disse que não demoraria. O senhor Ezildo havia saído para se divertir com os amigos no casino gastando os suas moedas que ganhara de uma forma honesta, mas sempre que saia para fazer aquele tipo de pratica não informava a sua esposa e nem a ninguém em casa, pois sabia que os mesmos não lhe apoiaria na sua escolha que ele chamava de bloqueio de estresse, assim ele indo para la quando tinha estresse. As duas, filha e mãe dormiram juntas ate que o alarme tocou, assim lhes despertando. Ambas acordaram. Vânia começou a se preparar e a sua mãe saiu do quarto para lhe dar privacidade e assim indo ter com a empregada da casa, Carlota que já havia acordado muito tempo atras e agora estava fazendo as suas atividades domesticas. Não tardou para que entrasse uma nova mensagem no celular da Vânia. “Pronta para a defesa de hoje?” Quando ela foi ver era uma mensagem da sua amiga e colega, Rosa que fazia parte do seu grupo para aquele trabalho que era considerado um dos melhores testes de todos os anos e o grupo que tivesse um aproveitamento baixo tinham assinado a sua reprovação de classe. “Nasci pronta para tudo” Respondeu para a outra que em seguida nada mais respondeu. Vânia não esperou para poder tomar o seu pequeno almoço e foi diretamente para escola, pois não conseguia o fazer quando estivesse muito ansiosa. Quando la chegou foi abordado por um garoto chamado Kyle: – Tenho algo que tenho certeza que e muito importante para ti. Eu sei que e tao estranho eu aparecer e te dizer isso, mas mesmo você não me conhecendo, eu te conheço e tenho te apreciado de longe. – Isso e uma cantada? – Vânia sem paciência perguntou já com a pressa de se apresentar na sala de aula para poder relaxar antes da defesa do trabalho que fizera com os elementos do seu grupo. – Não exatamente, mas se quiser pode ser uma – o garoto disse sorrindo e em seguida continuou – Meu nome Kyle, mas a maioria me chama de fantástico, pois aprecio o mundo da fantasia, leio tudo que tem a ver com fantasia e posso ver na sua cara que você também e uma grande leitora. – Eu sou Vânia... – antes de continuar a sua fala a garota e interrompida com a fala do outro. – Desculpa, mas não precisa se apresentar porque eu te conheço muito bem. – Isso e bem... – Ousado. – Exatamente, na verdade eu não gosto de ler e nem aprecio fantasia, o que eu gosto mesmo... bem não interessa agora peco licença tenho que me preparar urgentemente para apresentar o meu trabalho de defesa hoje. – Esta bem, entendo. Mas caso precise de dicas para relaxar antes de apresentar e só me dizer, estarei na primeira fila. Vânia estudava com aquele garoto, mas nunca havia prestado atenção nele e hoje lhe vendo ali era como se fosse uma pessoa nova, mesmo se tratando de uma turma com poucos alunos. O Kyle era o aluno preferido do professor de português e mesmo sendo Vânia não o conhecia, coisa que era bem estranha. Vânia estava muito ansiosa e quando entrou na sala e estava prestes a sentar uma nova aluno ao seu lado esquerdo disse: – Parece que estas muito tensa – a sua voz soou suave e inocente alem de muito fina que mais se assemelhava uma voz de criança. – Não da para disfarçar né? – com um sorriso nervoso Vânia disse para a outra. Respondendo positivamente com a cabeça, Vânia virou e olhou para ela e não viu nada familiar nela: – Rosa, – ela disse oferecendo a sua mão a outra – sou a nova aluna. Vânia correspondeu e disse: – Vânia. Rosa era baixinha com uma pele muito clara. Os seus cabelos eram coloridos que de certeza que fora ela que fizera de propósito. O que mais lhe destacava era a sua boca pequena e os seus olhos grandes e verdes. Havia sido transferida para a escola de a escola da Vânia por conta do seu nível de inteligência. Na escola que ela estudava, havia alcançado as competências esperados e já estava perdendo tempo continuando ali, assim primeiro o seu professor que era diretor de turma escreveu um documento mencionando isso e anexou como prova os testes escritos da garota e em seguida mandou ao setor pedagógico que prosseguiu com processo que teve sucesso. – Prazer. – a Rosa disse e antes que continuassem e iniciassem uma conversa o professor de Biologia entrou na sala. – Bom dia senhores e senhoras. Hoje e o dia que mostraremos as nossa habilidades e se o que nos traz aqui e importante ou não... – dizia o professor enquanto isso quase todos ficavam desligados. Sempre que entrasse aquele homem amante da ciência todos ficavam entediados por conta dele falar sobre muitos temas pessoais que serviriam para os garotos como uma motivação para as suas escolhas, temas dotados de muitas lições de moral coisa que os adolescentes não gostavam de ouvir. – Oi, gata! – um dos garotos que estava atras da nova aluna disse ignorando totalmente o que o professor estava falando. A Rosa estava tao concentrada, na verdade a única, no que o professor estava falando e isso impressionavam a todos que ao invés de escutar as palavras do docente estavam olhando para o nada, conversando e outros dormindo. O céu la fora começou a mudar, assim convidando nuvens negras que carregavam uma chuva torrencial. Infelizmente mostrava que viria acompanhado de trovoadas fortes e com rajadas pujantes de uma velocidade assustadoras. Em casa, Belfácia havia se ausentado e quem estava era o marido e a empregada, tendo o Grizy saído para sem ter avisado. Carlota não estava nada feliz com aquela situação, porque sabia que o seu patrão voltaria a fazer o mesmo que com ela fazia, lhe usando como se objeto fosse. Ela já não via hora de se vingar. Senhor Ezildo foi ate a cozinha onde a Carlota estava preparando a refeição do almoço para a família e a visita que Belfácia havia anunciado sem dizer de quem se tratava. – Vem ca. – o homem disse com um tom de ordem que não poderia ser desacatado. Com os olhos fervendo, Carlota nada disse e continuou no lugar onde estava fazendo as suas atividades. Ela sabia que fazendo aquilo seria uma provocação para ele, no entanto continuou ali parada e no momento que Ezildo ficou irritado e indo na sua direção com agressividade o telefone tocou na sala e sendo da sala era urgente ser atendido. – Volto já, vou atender o telefone, pode ser algo muito urgente. – disse Carlota e assim senhor Ezildo abrandou o seu intento repugnante. O homem não disse nada e saiu da cozinha. Carlota também saiu e foi ate ao telefone fixo para atender. – Sim, residência dos Kingsons, em que posso ajudar? – ela perguntou logo que colocou o telefone no seu ouvido. – A Vânia não esta nada bem. E será transferida logo de imediato para o hospital de Orge para receber um diagnostico e tratamento adequado. Quem fala aqui e a Diretora da escola. Gostaria acompanhassem o caso da vossa educanda. Carlota escutou a informação com toda a atenção que lhe gerou uma grande preocupação e em seguida respondeu: – Esta bem, vou informar a senhora Belfácia já. – Pensei que estivesse a falar com a senhora Belfácia. – Não, eu sou apenas a empregada da casa. – Esta certo, mas e melhor informar a ela agora, pois e urgente. – Esta bem. Carlota queria perguntar o que estava acontecendo com Vânia, pois foi para escola estando muito bem para de repente ouvir uma informação tao apavorante, ela gostaria de perguntar, mas se conteve por saber da sua urgência. Passou algum tempo e Vânia estava no hospital. O som das maquinas ligadas a ela fazia um som descontinuo, a mãe olhava para ela com muita ternura sentada ao lado da cama. Belfácia agora fazia de tudo para ser presente na vida dos filhos, mesmo estando numa situação que parecia quase impossível por conta de muito trabalho. Felizmente não havia viajado para muito distante e com isso teve a chance de ir ver a sua filha que estava hospitalizada. Vânia ainda tinha os seus olhos fechados e o seu semblante era apaixonante para uma mãe que ficava dias e meses sem ver os filhos. – Filha, eu estou aqui. – disse Belfácia pegando na mão da adolescente que continuava com as pálpebras cobrindo os olhos.
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