BEIJO INTENSO

2072 Palavras
Os dois. Vânia e Edson estavam num parque de diversões que se localizava bem perto da escola e la Vânia ia sozinha para poder esvaziar a sua mente que andava cheia de muitas preocupações que tinham a ver com ela e com a sua própria família que não estavam tao bem assim, mesmo para grande parte de pessoas de fora parecendo estar perfeita. – Sabe, estar consigo e algo que me deixa, meio relaxada longe de tantos problemas que tenho. – ela sem saber como aquelas palavras lhes escaparam pela boca disse para o garoto que tentava dar a sua mão para ela. – Eu não sabia, mas comigo e assim também. – Mas não parece que também tens problemas. – Acredito que todo aquele que e ser humano tem problemas, mesmo não sendo muito ou não tao sérios, mas sempre há um maldito problema que acaba surgindo. – Ate que faz sentido e isso me obriga a concordar contigo. Agora me conta uma coisa. – ela disse olhando para o lado oposto do outro. Naturalmente Edson colocou o seu braço no encosto do banco como se tivesse o intento de abraçar a garota que mexeu com o seu coração. Ela mesmo tendo percebido aquilo nada disse o que para ele significou um sinal significativo para continuar e talvez fazer algo mais ousado. – O que você quer saber? – Quando e que começou o seu interesse pelo mundo sobrenatural? – entusiasmada Vânia colocou a questão voltando a sua face para do garoto que agora olhava para uma outra coisa que não tinha nada a ver com a questão que acabava de receber. – Uau, uma boa questão, – disse o garoto um pouco surpreso com a questão da Vânia, pois ele estava a espera de uma conversa acerca de problemas, talvez a garota precisasse de um tipo de suporte para poder melhor lidar com os mesmos – meu interesse começou bem cedo, sabe e se eu for a te contar acho que não acreditaria. – Já ouvi muitas historias malucas nessa vida e com isso acredito que ser aso mais uma historia por mim escutada. – disse e em seguida riu-se por alguns segundos escassos. Edson gostaria que o riso continuasse, pois para ele era tao lindo que não conseguia parar de escutar e apreciar, ele sabia que pela primeira vez havia sido atingido por um sentimento especial chamado paixão, coisa que por muito tempo achou impossível por conta de ter passado por experiencias nada agradáveis que não gostava de jeito nenhum lembrar. Ele não sabe como, entanto estar ali com aquela garota era algo diferente, algo magico para ele. – Você e a primeira pessoa a me perguntar sobre isso e me sinto… – Diferente? – disse Vânia completando a frase do outro. – Exatamente. Bem, com apenas meus 10 anos de idade me interessei pelo mundo sobrenatural quando li um livro que falava de alguns feitiços fáceis de ser feitos, orações tanto para o bem assim como para o m*l. A curiosidade era imensa que acabei tentando fazer, mas não deu certo, mesmo assim não parei de sentir a minha curiosidade me guiando para mais testes ate que um dia consegui com sucesso fazer uma oração dar certo. – Serio? – com uma palpável interesse e entusiamo disse Vânia que gostava muito escutar historias daquele género que lhe ajudava a fugir dos seus problemas para algo completamente diferente da realidade cotidiana que já lhe enjoava por estar misturada com os problema não somente seus, mas também da sua família. – Muito serio. Minha avo estava muito doente e tinha uma doença que no hospital disseram que já não havia sequer uma chance para sobreviver. O prazo que havia sido dada eram 20 dias que foram os piores dias da minha vida. – Que triste… – Não muito triste, – disse virando para olhar o rosto dela – porque a minha oração funcionou, o mais engraçado e que não sei como e que foi possível. Usei toda minha fé que nem sabia que tinha, orei, usando as palavras que estavam escritas naquele livro estranho escrito por um homem chamado Lifter Horg. Fiz isso por uma semana e para o meu pavor, cada vez mais que eu fazia a minha avo piorava e quando sempre íamos visita-la ficava bem pálida e nada conseguia mais falar. Concentrada Vânia escutava o relato do garoto, ela não imaginava que pudesse ouvir uma historia daquelas vindo de um garoto descolado como Edson, na sua mente ela estava diante de um adolescente sem problemas que gostava de ser descolado e pegar muitas garotas da escola inteira. – Foi o mesmo escritor que escreveu sobre a lenda da floresta das arvores do nunca? – perguntou Vânia e isso espantou o Edson que achava que ele era o único na escola com aquela informação que poucos sabiam. Olhos do adolescente ficaram arregalados e ele disse: – Sim, como e que você sabe disso? – Li o mesmo livro que tu. – Isso e fantástico. – Continue a contar sobre a sua avo. – disse Vânia. Edson respirou fundo e olhou para o lado oposto da Vânia, cocou a sua cabeça e em seguida continuou a falar sobre o que acontecera com a sua oração sobre a sua avo: – Depois que levei uma semana orando para a minha avo melhorar, me lembro muito bem do que aconteceu como se fosse ontem quando eu estava sentado na minha cama e com os olhos fechando fazendo uma forte oração, no dia anterior do dia que era considerado o ultimo ainda com vida, o telefone, praticamente fixo em casa que ficava na sala de estar felizmente estava no meu quarto e quando começou a tocar ouvi logo de imediato, levantei e fui atender e foi ai que recebi uma informação que era para minha mãe, felizmente era uma ótima, mais muito ótima informação, a minha avo estava curada, literalmente curada. – Uau, isso foi fantástico imagino e como você se sentiu depois… – Depois da minha ter funcionado? Vânia meneou a cabeça assim dando o espaço do Edson continuar falando. – Fiquei muito feliz e tive medo de recitar os feitiços que constavam naquele livro depois de ter percebido que aquilo funcionava realmente. Começou a soprar no lugar e no mesmo momento Vânia pode ver a criança que vira quando conversava com a Carlota. A mesma vestia roupas esfarrapadas e andava, dando poucos passos olhando para a direção da Vânia que se sentia observada e ao mesmo tempo invadida pelo olhar que parecia tocar a sua alma, era algo bem estranho, no entanto ela fingia que nada esta acontecendo. – Uau, essa historia e bem interessante que tenho certeza que e a mesma que te deu mais curiosidade para seguir esse mundo sobrenatural. – Exatamente isso, como e que você adivinhou. Agora me diz você, que historia sobrenatural tem para me contar? – Infelizmente não tenho nada sobrenatural que vivenciei, mas conheço uma historia bem famosa que minha mãe uma vez me contou acerca da floresta das arvores do nunca que me pareceu muito interessante que ate tive a ideia de ir juntamente com aqueles que tem a mesma curiosidade que a minha para vermos se de fato e real ou não. – Serio que se tivéssemos te perdido no hospital teríamos perdido essa ideia louca de fazer uma coisa dessas – Edson brincou. – Não e uma ideia tao louca assim. – Louca e sim. – Parece que alguém esta com medo, sentindo arrepios subindo pela sua pela e pela espinha, ouvindo sussurros de criaturas do alem vindo de um lugar nunca visto a olho num. – brincou Vânia, tendo finalizado a sua fala com uma gargalhada que só provocava o outro que em seguida se defendeu. – Medo, tenho não. Gostei da forma como imaginou o meu medo que nem existe, tens uma imaginação bem fértil, da para escreveres livros de terror. – disse ele num tom de zoacão e ficou prezo no olhar da adolescente. O olhar de ambos se encontrou num intenso momento de sentimentos que não conseguiam esconder no seu interior. Não havia como os dois disfarçarem o que rolava no seu imo e ai as mãos dois se conectaram antecedendo o beijo que não foi ensaiado e aquilo era como se estivessem a consumar o pacto de fazer a loucura de visitar a floresta das arvores do nunca. Era inevitável no movimento suave e repentino num envolvimento fiel, conectados em um beijo que lhes transportava para uma dimensão nunca visitada antes, sentindo cada momento único e memorável. Dois amantes estavam um diante de outro e a respiração irregular com o coração acelerando era uma sensação única como do dia que se conheceram literalmente, na cama. – Eu… – Vânia algo queria dizer, no entanto Edson não deixou com que ela completasse o que quisesse dizer assim lhe envolvendo noutro beijo intenso que fez os dois levantarem para uma amnesia, não se lembrando mais do lugar onde estavam e viajando nas sensações causadas pelo beijo. Quando os dois abriram os olhos convidaram o silencio sem saber o que dizer. O menino que a Vânia vira circulando por ali havia desaparecido na multidão que de repente apareceu para também relaxar. Muita gente olhava para eles com uma grande admiração e outros chocados com o que viram. – Eu, tenho que ir – disse Vânia sem delongas assim dando passos para distante do garoto que chegou a achar que fizera algo r**m com ela. Saiu do parque e deixou o Edson ali sentado e ainda sentindo o incomodo de vários olhos olhando para si. Suportou, mas não foi fácil ate que decidiu levantar-se e sair dali para sua casa. Quando chegou em casa ainda passando pelo portão desejou passar diretamente para o quarto dele para melhor digerir o que acontecera no parque. O fato e que ele havia conhecido uma garota bem peculiar, coisa que não estava acostumada a passar, pois todas as garotas que com ele se relacionava não tinha o comportamento estranho como o da Vânia. Quando chegou na varanda encontrou a sua mãe que lia alguma revista com o seu chapéu enorme na cabeça feito de palha e logo de imediato perceber a preocupação que estava estampada no rosto do seu filho, como ela dizia, era a única que conhecia melhor o seu filho e isso era muito bom para uma mãe. – O que houve consigo, garoto? – disse ela olhando para ele e deixando de fazer a sua leitura. Ela gostava de chamar o seu filho de garoto, isso desde que o adolescente era mais novo e felizmente para o garanhão de garotas da inteira escola e infelizmente para a mãe que desejara ter uma filha como a sua primeira sorte ou mesmo como a filha do meio ou ate mesmo a ultima, o que importava na verdade era ter uma filha, no entanto ela não tinha e só tinha um único filho que lhe trazia um monte de problemas, mas nos últimos dias as coisas haviam melhoradas. – Nada grave mãe, apenas não sinto la tao bem, vou ao meu quarto descansar um pouco. – respondeu Edson de imediato e passou direto para o seu quarto para poder ficar sozinho, pois essa era uma das coisas que precisava fazer para se sentir melhor. Chegou no seu quarto e se jogou na cama. A imagem dele com a Vânia olhando para os seus olhos com paixão não saia da sua cabeça e também todas as sensações que sentiu durante o beijo intenso. As imagens de tudo que ocorreu quando os dois foram para cama pela primeira vez, era uma aglutinação que não paravam de lhe fazer pensar com veemência e se perguntar o que estava havendo com aquela garota que mexeu com o seu coração. “Os seus olhos lhe entregaram e ela correspondeu, mas depois me mostrou uma outra face que me deixou preocupada e em seguida me abandonou no parque" com a mão no queixo ele pensou e assim tirando o celular do bolso das suas calcas. Decidiu mandar uma mensagem que talvez lhe traria a resposta que ele precisava para parar ou avançar com ela. Primeiro respirou fundo e em seguida bebeu agua gelada, mas bem gelada mesmo como se estivesse se castigando para depois a coragem de mandar o seguinte: “Aceita namorar comigo?”
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