Capítulo 19

914 Palavras
- O que acha que está fazendo? – Matteo pergunta, ao deixarem a casa juntos. Ela o olha com o cenho franzido. - Do que você...? - Levando um homem para dentro da casa de Celly, com a nossa filha lá. - Estava chovendo, Jacob e Noah estavam molhados! - O clássico – diz sarcástico. Ela o olha pasma. - Não tenho que me explicar para você – diz indo em direção do Jeep - Além do mais, não era você que estava transando com a babá da nossa filha?! Matteo bate com força a porta do carro ao ser aberta. - Você me deve explicações, sim! – Altera a voz – Não irei permitir que você coloque homens na vida de Antonella. Beatrice estreita os olhos, sustentando o olhar dele. - Atena!!! – grita – Ela se chama ATENA, Matteo. Olhando para trás nota Jacob e Celly parados os olhando. Abrindo novamente a porta, adentra no veículo, a batendo com toda sua força. Dando ré com os olhos fixos em Matteo, contendo a vontade de passar com o carro em cima dele. O dia m*l tinha começado e tinha certeza de que seria uma catástrofe. Se um dia quisesse alguém em sua vida, tinha que pedir permissão para o pai da sua filha para isto acontecer, segundo Matteo Montana. Não conseguia entender o quê motivava Matteo em querer controlar sua vida. - i****a – xinga no elevador, atraindo dois pares de olhos. Havia soado ridículo, mas ao parar para pensar ele estava sendo patético, a proibindo praticamente de se relacionar. - Srta. D’Ângelo – diz Amélia, a secretaria de Lewis – Aqui está os documentos da reunião com o Sr. Lawrence. - Reunião? – Folheia a pasta marrom, tentando se lembrar daquela reunião em sua cabeça. - Dentro de dois dias. Sobre a construção de Palermo. Beatrice fecha os olhos massageando as têmporas. Como podia ter esquecido? - Obrigada – diz por fim, voltando a caminhar. Com a reunião de Palermo se aproximando, precisou se concentrar por completo no projeto e em alguns pontos. Já fazia quase um mês que não tinha notícias de Lewis, já que precisava de um olhar crítico sobre o projeto e ele era a única pessoa que confiava no quesito de críticas. Nem Amélia sabia ao certo dizer onde ele estava. Suspeitava de que estivesse fazendo viagens de vistoria ou algo do tipo. O que a fez lembrar que Luca também não ficava atrás. Fazia quantos meses que não se falavam? Dois? Três? Nem ela tinha certeza. O tempo estava passando rápido demais e quase não tinha tempo de ligar para os amigos. A desculpa sempre usada era que estava trabalhando demais. Sentia a falta deles. Principalmente da força que transmitiam e tinha certeza que se estivessem por perto, não estaria se sentindo tão insegura. Quase no final do expediente, sentia a exaustão pesar com força em seu corpo, forçando-a a sair de sua sala em busca de café. Na copa por infelicidade do destino, naquela altura do campeonato começará a acreditar que o destino gostava de sacaneá-la, encontra com a Srta. Perfeita e outra funcionária. Ambas param de conversar quando se aproxima. - Lewis me disse que em breve estará aqui na empresa – diz a Srta. Perfeita de repente, bebericando o café em sua mão com seus lábios vinho – Ele estava pensando em colocar alguém em seu lugar, enquanto estiver fora. - Não tenho dúvidas de que será você, Taylor. Ela sorri ainda mais, convencida de que a amiga estava certa. - Não é querendo ser mais do que ninguém – Ela olha para Beatrice pelo canto do olho – Mas acredito que não há ninguém mais capacitado e que tenha a total confiança do Lewis do que eu. Beatrice sente sua mão queimar, quando aperta com mais força o copo descartável, diminuindo a pressão. Ariella surge de repente em sua mente, lhe fazendo comparar as duas. Taylor não chegava perto dos pés de Ariella. Acreditava que ninguém nunca chegaria. - Cadê sua filha? – Taylor pergunta de repente. É então que percebe que estava sorrindo – Ela é sua filha, não é? - É. Ela é - Responde, bebendo um pouco do café em sua mão. - Estava doente para trazer ela pra empresa? - A pergunta faz com que Beatrice a olhasse. - Algum problema com isso? Ela ergue uma sobrancelha. - Lewis pode não gostar - Taylor dá de ombros. Beatrice ergue e baixa as sobrancelhas, passando por ela. Decidindo que não entraria no jogo de Taylor, não naquele dia, quando já estava mais do que saturada. Voltando para sua sala, encontra Eleonora olhando o projeto sobre sua mesa. - Isto aqui está incrível! – diz Eleonora, voltando a atenção para o projeto. - Acho que está faltando alguma coisa – diz tomando o restante do café. - Não seja tão perfeccionista. - Sou conhecida pelo meu perfeccionismo - Eleonora sorri - Qual o motivo da visita? - Noite das mães. - Eleonora – Começa a organizar a mesa – Atena está com Celly e não quero abusar. - Só será um drink. Prometo. Perdera as contas da última vez que colocara algum pingo de álcool na boca. Ser mãe a limitara mais do que pensava. Não seria nada r**m um drink depois do expediente, apenas para relaxar, acalmar a mente que estava uma verdadeira bagunça com tantas coisas precisando de sua atenção. Ambas se encaram antes de sorrirem ao mesmo tempo.
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