cap 02 ele até que é gato

577 Palavras
• Mafê... Fui chegando em casa e já me joguei no sofá. Fiquei deitada por um bom tempo, até me recuperar do cansaço. Até os meus quinze anos, uma moça ficava aqui cuidando de mim. Ela fazia de tudo: limpava, passava e cozinhava. Mas depois eu preferi ficar sozinha, ter a minha liberdade, sabe? Hoje eu faço tudo. Demorei, mas aprendi. Assim que terminei de organizar a casa, fiz meu almoço e fui pro meu quarto. Organizei algumas coisas e deitei, dizendo que ia estudar... e acabei dormindo. Acordei com as meninas me ligando, perguntando onde eu estava. Na hora, lembrei da praia. Tomei um banho correndo, me arrumei e fui saindo. Elas me mandaram a localização, falando que estavam em um quiosque ali perto, então fui pra lá. Mafê: Foi m*l, eu me atrasei de nov... Oi, gente. – Falei com uns meninos que estavam na mesa, provavelmente amigos das meninas. Beca: Já até imaginei. Quando você não se atrasa, né? Senta aí. – Puxou a cadeira que estava do lado de um dos meninos. Bárbara: Esses são meus amigos. Esse aqui é o Lucas, vulgo Ls. – Olhei pra ele, que me cumprimentou. – Esse é o Pedro, vulgo Ph, e esse do seu lado é o Felipe, mas todo mundo chama ele de Lipe. – Olhei pra ele, que estava com a cara no celular e nem fez questão de me olhar. Beca: A gente ia pedir alguma coisa pra comer. – Falou, quebrando o silêncio. – O que vocês querem? Bárbara: Por mim pode ser uma porção grande de batata com peixe. Ls: Pede duas então. Beca: E pra beber? Mafê: Eu quero uma Coca. Bárbara: Pode ser Coca-Cola pra todo mundo então? Lipe: Pra mim pode ser uma caipirinha. – Falou depois de desligar o celular e olhar pra todo mundo na mesa. Já tava achando que ele era mudo, eu hein. Bárbara: Vou chamar o moço pra passar os pedidos. Ficamos um bom tempo conversando até os pedidos chegarem. Depois que chegou, a gente comeu, e as meninas ficaram doidas pra ir pra praia. Acabou que foi todo mundo: elas, o Ls e o Ph. O Lipe falou que não ia e ficou, como sempre, no celular. O tempo todo que a gente tava junto, ele deve ter falado umas três palavras. Menino estranho. Mafê: Você não gosta de conversar, não? – Falei no tédio. Lipe: Gosto. Mas com quem eu tenho i********e. Mafê: Ah tá, foi m*l. – Voltei a mexer no celular. Lipe: Ih, qual foi? Se ofendeu, foi? Mafê: Do jeito que você falou, qualquer um se ofende, né, amigo? Lipe: Foi m*l aí se eu te ofendi. Mas cê é mó dramática, eu falei normal. Mafê: Uhum... – Murmurei. Lipe: Para de graça, pô. Quer falar sobre o quê? Paguei de doida e fiquei fazendo hora com a cara dele. Mas depois a gente ficou conversando. Os meninos voltaram depois de um tempo e ficou geral trocando ideia, até eu perceber que tava de vela pras meninas. A Beca tava de casal com o Ph e a Bárbara com o Ls. Resumindo: elas tinham arrumado o Lipe pra mim. Fui feita de lerda o tempo todo. No final, cada uma foi pro seu canto e eu fiquei sentada com o Lipe no mesmo lugar. Ficamos conversando ali, até ele tomar a iniciativa que eu tava esperando... e me beijar. O menino, além de lindo, beijava mó bem.
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