Marta acordou com a luz suave da manhã filtrando pelas cortinas, aquecendo seu corpo de uma forma reconfortante. Ela sentiu o calor de Navalha ao seu lado, seu peito contra o dela, os braços envolvendo-a com uma possessividade silenciosa que a fazia se sentir segura e desejada. Os últimos vestígios da noite ainda estavam ali, no cheiro dele em sua pele, no toque delicado das mãos sobre seu corpo. Ela estava plena, sentindo-se completa de uma maneira que jamais imaginou ser possível. Por um momento, quis permanecer ali, entre os braços dele, perdida na sensação de conforto e pertencimento. Seus olhos se fecharam novamente, e ela se entregou ao silêncio, ao calor, ao momento. Mas ao abrir os olhos novamente, a realidade a atingiu como um soco no estômago. O lugar ao seu lado estava vazio.

