Capítulo 11 – Sob a Superfície

1179 Palavras

O silêncio preenchia cada canto da sala, espesso e tenso como fumaça antes de um incêndio. Marta sentia o tempo escorrer devagar, como se cada segundo carregasse o peso de uma batalha invisível. Navalha estava lá, diante dela, mas mais parecia uma estátua. Respirava fundo, de forma quase ritual. A cada expiração, parecia conter algo — ou alguém — que queria escapar. Ela cruzou as pernas com calma, mantendo o olhar firme. — Respiração bonita, Navalha. Quase um mantra. — comentou com um leve sorriso, deixando a ironia escorrer sutil pelos lábios. Ele não respondeu. Nem sequer piscou. Apenas os olhos se voltaram lentamente para ela. A tensão entre os dois era densa, elétrica. No fim da sessão, quando ela já alcançava o caderno para encerrar, ele soltou a frase como quem lança uma flecha d

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