Capítulo 9 – O Sorriso Dela

1092 Palavras

Navalha não queria estar ali. Sentado naquele canto da sala, encostado na poltrona como quem carrega o peso de mil guerras, ele mantinha o corpo relaxado — mas os olhos… os olhos eram lâminas afiadas. A sala era silenciosa. O tique-taque do relógio marcava o tempo de forma quase sarcástica. Ele odiava relógios. Sempre lembravam que o tempo não para nem por um segundo para quem carrega a morte no peito. Mas então ela riu. Não foi um riso alto. Nem forçado. Foi um daqueles sorrisos pequenos, quase distraídos, como se o mundo todo tivesse desaparecido por um instante e só restasse aquele momento leve. Marta sorriu enquanto organizava alguns papéis sobre a mesa. Não notou que ele a observava. Ou talvez tenha notado, e tenha fingido não notar. Com ela, nunca dava pra ter certeza. Navalha s

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