Capítulo 8 – Volta

1404 Palavras

Navalha não apareceu na sessão seguinte. Nem na outra. Dois dias seguidos de ausência e silêncio. Nenhuma justificativa. Nenhuma mensagem. Nada. Marta soube ali: ele estava fugindo. Sentada na sala de atendimento, a pasta dele aberta sobre a mesa, ela olhava para a cadeira vazia como quem espera uma tempestade que não chega — mas cujos ventos já bagunçam tudo por dentro. Ela respirou fundo. Era previsível. Esperado até. O contato da sessão anterior havia passado dos limites — não do profissionalismo, mas do controle. Aquele toque tinha feito Navalha recuar como um animal ferido. E agora, estava escondido, como sempre fazia com tudo que o fazia sentir. Mas não era só ele que estava abalado. Marta havia se pegado olhando para o teto durante a madrugada, com o coração acelerado, revivend

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