O calor da simulação fazia o suor escorrer pelas têmporas de cada soldado. Máscaras de realidade aumentada, armas não-letais, alvos móveis. O ambiente replicava fielmente uma zona de conflito. Mas Navalha… ele não estava em uma simulação. Não para ele. Ele estava de volta. Volta ao som dos tiros de verdade. Ao cheiro metálico do sangue. Ao grito de mulheres e crianças no meio do fogo cruzado. Quando o alarme soou e a equipe avançou, ele já tinha ido na frente. Um por um. Alvo entre os olhos. Sem hesitar. Movimentos rápidos, instintivos, quase limpos demais. — Um... dois... três... — ele murmurava, como quem contava ossos quebrados. Os instrutores assistiam com admiração velada. Um lobo entre cães. — Ele nasceu pra isso, — cochichou um deles, impressionado. Mas Marta, assi

