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1189 Palavras

Saí daquele quarto com passos apressados, como se a minha pressa pudesse apagar o rubor que queimava meu rosto. A vergonha era quase insuportável, mas uma felicidade teimosa insistia em contrariar a onda de constrangimento. O corredor estava silencioso, mas cheio de olhares que, mesmo que inexistentes, eu sentia pesarem sobre mim. Os seguranças me cumprimentaram com acenos discretos; os empregados, alheios ao que tinha acontecido, apenas seguiam suas rotinas. Meu coração parecia querer saltar pela boca, mas meu sorriso, pequeno e desajeitado, não conseguia ser contido. Era estranho sentir tanto alívio e ansiedade ao mesmo tempo. Eu queria me convencer de que era tolice essa felicidade exagerada, mas não fazia mais sentido me prender a inseguranças que pareciam tão distantes agora. Tudo o

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