Era hora do café da manhã. Depois de derrubar a última gota da minha bebida, mas ainda assim me sentindo estranhamente feliz, saí do quarto. Os corredores do palácio eram longos e imponentes, cobertos por tapeçarias antigas e iluminados pelos raios dourados do sol que atravessavam as altas janelas. Cada passo ecoava suavemente, como se o silêncio ali fosse uma presença quase palpável. Caminhei até a sala de refeições, e quando as portas se abriram, meu coração deu um salto. A primeira coisa que vi foi Nikolai. Sentado no mesmo lugar de sempre, sua postura elegante como se tivesse sido esculpida para aquele trono improvisado. Seus cabelos estavam penteados para trás, o brilho dourado deles capturando cada feixe de luz. Ele era lindo de um jeito que me desarmava todas as vezes, como se eu o

