Eu me ajoelhei diante do túmulo bem cuidado e imaculado de um dos cemitérios mais afastados da cidade, depositando o meu conjunto de pequenas flores amarelas abaixo da lápide de concreto, em que se lia "Danielle Garcia. 23/08/1991. 24/12/2020." Apesar de trazer um lenço nas mãos e o tocar de vez em quando na linha d’água dos olhos, eu não estava chorando. Na verdade, a única emoção que eu sentia era a satisfação pura de ter realizado todos os meus objetivos sem que ninguém percebesse onde é que eu estava querendo chegar. Danielle Garcia tinha sido a mulher que deu o azar de cruzar seu caminho ao meu, quando resolveu me destratar e desmoralizar diante deu ex-marido, e meu atual noivo, Félix Assumpção. Eu persuadi um homem instável e profundamente abalada a tirar a sua vida. Manipulei e orq

