— Pessoal, eu preciso que os casais se aproximem um pouco mais, por favor — pediu gentilmente o rapaz que fotografava.
Sarah se esforçava para não ter nenhum contato próximo com aquele homem. Mas tudo aquilo só poderia ser uma conspiração do destino contra ela, pois nada estava ao seu favor.
A equipe de fotografia posicionava os casais nos seus devidos lugares. Naquele momento, os padrinhos eram orientados a segurarem suas madrinhas pela cintura. Foi bastante tenso sentir as mãos fortes daquele homem lhe segurando. Era um contato muito íntimo.
Num outro momento, as posições se tornavam ainda piores. Sarah precisava puxá-lo pelo colarinho da blusa, tendo que ficar muito próxima dele. Seus olhos não poderiam perder o contato visual para uma fotografia perfeita, segundo o fotógrafo.
Todos ali, pareciam se divertir como se tudo fosse uma brincadeira. Inclusive Antony, que sorria o tempo todo sem esforço algum, revelando aquelas covinhas tão charmosas. Não parecia f*****o, muito menos fazer parte de um personagem, ele agia naturalmente.
— Ótimo! Agora preciso de um abraço. Vocês precisam fazer cara de apaixonados! — novamente pediu o fotógrafo enquanto dava vários clicks.
Abraço apaixonado? Isso já era demais!
Pensou Sarah quase em um surto. Ela esteve lutando contra um sentimento estranho o tempo todo, o qual ela não conseguia definir. Obediente como era, Antony a envolveu pela cintura, trazendo-a para mais próxima de si.
Próximo até demais...
Aquilo mexeu com todas suas terminações nervosas. Assim tão perto, lhe permitia sentir seu perfume. Tratava-se de uma fragrância única e masculina, que lhe deixou completamente absorta. Ela sabia que precisava se afastar um pouco para não perder a cabeça. Então deu um passo para trás.
Ele se manifestou:
— Eu não mordo, pode se aproximar! — disse lhe provocando.
Mais uma vez ela se irritou com suas ironias. Após se recuperar, ela conseguiu dar-lhe a resposta devida.
— Acho melhor eu não me arriscar — ela respondeu sorrindo de forma irônica.
Se sentiu vitoriosa com sua resposta.
— Talvez eu até pudesse mordê-la. Mas dependeria de sua v*****e. Eu não faço nada sem duplo consentimento.
Com aquela resposta, ele começava a revelar sua verdadeira identidade. Sobre o quanto era presunçoso.
Sarah revirou os olhos.
Antes de responder como ele merecia, uma equipe entrou no salão servindo a todos um champanhe. Naquele momento iriam fotografar um brinde. Por um instante, Sarah ficou brava por não ter revidado e colocado Antony em seu devido lugar. Mas bem que jogar aquela bebida na cara dele seria interessante! Era o que ele merecia por ser tão b****a. Mesmo assim não o fez. Ela respirou fundo mais uma vez para se acalmar. Percebia o quanto aquele jogo estava ficando perigoso. Antony já estava passando dos limites.
Após a última foto. A senhora Eva Beneth sugeriu a todos um brinde ao casal, Maryene e Breno, já que todos estavam devidamente servidos.
Foi um brinde emocionante que encerrou com um beijo apaixonado dos recém-casados. Todos ficaram alvoroçados e comemoravam a felicidade do casal. Na sequência puderam saborear aquela bebida maravilhosa.
Agora sim Sarah se sentia aliviada. Depois de todo aquele contato físico e de tantas emoções, ela precisava muito daquele champanhe. Sem perceber virou a bebida em apenas um gole, e isto era nada elegante.
— Está com muita sede, senhorita Carter!
Seu tom de voz sarcástico fez com que Sarah perdesse completamente o controle. Ela bufou e não se preocupou em disfarçar sua antipatia.
— Me chame de SARAH! Por favor. Este é o meu primeiro nome! — Sua voz exasperada saiu quase como um grito.
Mas não adiantava. Parecia que a ver assim o divertia cada vez mais Ele não tirava seu sorrisinho bobo do rosto.
— Como quiser SA-RAH... — disse em tom sarcástico fazendo questão de falar seu nome pausadamente.
— Obrigada — ela respondeu semicerrando os dentes.
Não entendia como alguém podia ser tão i****a como aquele homem. Sua v*****e era de lhe dizer poucas e boas. Mas foram interrompidos novamente, desta vez com a chegada de seus grandes amigos, os recém-casados.
Precisou forçar um sorriso. Mas sabia que não enganaria Maryene por muito tempo.
— Enfim vocês se conheceram! — Breno dizia cumprimentando Antony com dois tapinhas nas costas e um sorriso largo.
— Sim, finalmente — disse lançando um olhar para Sarah. — Ela é tão linda quanto vocês tinham me falado.
No entanto ignorou mais aquele elogio.
— Sarah também estava ansiosa para conhecê-lo — Breno mentiu descaradamente fazendo ela se enfurecer, e notou que ele fizera de propósito.
Todos os quatro se entreolharam e Mary sacou na hora o que seu marido estava fazendo e ainda por cima lhe deu apoio levando sua amiga a loucura.
— Ah, é mesmo. Sarah estava ansiosa por esse dia, tanto quanto eu!
Ela quase fuzilou seus amigos.
Mas era nítido que Antony não estava acreditando, a expressão de Sarah não era nada de acordo com o que seus amigos falavam.
Felizmente Antony mudou o foco da conversa enquanto parabenizava o casal:
— Agora deixa eu cumprimentar meu primo, um homem casado! — disse puxando Breno para um abraço. — Vocês formam um casal maravilhoso.
Logo toda tensão se foi, enquanto o alvo eram os noivos, trazendo alívio os Sarah.
Antony continuou:
— Uma nova etapa de suas vidas se inicia, é preciso muita dedicação, paciência e comprometimento. Assim o casamento de vocês será uma união sólida, e serão muito felizes. Tomara que algum dia eu possa encontrar uma pessoa que me faça tão feliz como vocês dois fazem um ao outro.
Sarah ficou atônita com aquelas palavras. Antony só poderia ser bipolar. Em um instante parecia um completo cavalheiro e no outro um b****a.
Ela precisou disfarçar para que ele não percebesse sua admiração naquele instante.
Então, abraçou sua amiga, pois resolveu dar uma trégua para felicitar Mary.
— Mary, meus parabéns você merece, ser muito feliz!
Se aproximou e deu um abraço longo e emocionante em Mary. As duas se continham para não chorar.
— Obrigada, Sarah, por estar comigo no dia mais feliz da minha vida!
— Sempre estarei com você, afinal somos melhores amigas.
Mary suspirou fundo.
— Está tudo tão perfeito, Sarah! — ela suspirou.
— Você merece, afinal planejou cada detalhe!
Os rapazes conversavam envolvidos, falavam algo sobre o time no qual Antony jogava.
Mary aproveitou para instigar sua amiga.
— Então... O que você está achando dele? — ela dizia olhando Antony por cima dos ombros, sem disfarçar sua curiosidade.
— Você sabe muito bem minha opinião. Ele é um metido. Cheio de si! E que papo foi aquele de que eu estava ansiosa para conhecê-lo?
Mary riu.
— Ah, relaxa, você está muito tensa. E já te falei mil vezes, Antony não é assim como você diz. Vocês precisam se conhecer melhor.
Sarah fez uma careta demonstrando seu desagrado com aquela ideia.
— Não começa!
— Por que não? Ele por acaso não te tratou bem, foi m*l educado, grosseiro ou te desrespeitou?
Ela revirou os olhos novamente, Mary conhecia muito bem sua resposta.
— Não... Nada disso.
Mas sabia muito bem que não adiantava discutir, ela não lhe entenderia.
Felizmente Breno as interrompeu porque precisavam ir para festa, os convidados estavam esperando. Se despediram brevemente e Sarah viu sua amiga partir de mãos dadas com seu marido completamente feliz.
Ela, no entanto, permanecia frustrada. Não havia nada que fizesse que pudesse mostrar a todos o quanto estavam equivocados a respeito de Antony.
Todos os convidados já tinham se dirigido ao local onde estava acontecendo à festa. Agora precisava conseguir um carro. Enquanto pegava seu telefone na pequena bolsa carteira que tinha trazido, percebeu que um veículo havia parado bem ao seu lado. Ela conhecia aquele carro. Pertencia a Breno, mas quem dirigia não era ele, mas... Antony.
— Você aceita uma carona, SARAH?
Não era impressão de sua. Antony fazia toda questão de enfatizar o seu nome como se quisesse mostrar que lhe obedecia, quando ela lhe pediu para não lhe chamar de "Senhorita Carter".
Ele está sendo muito i****a, como sempre!
Pensou ela.
Não estava disposta entrar naquele carro de forma alguma. Não suportava dividir o mesmo espaço que ele nem por um instante a mais. Então ela simplesmente ignorou e deu alguns passos à frente caminhando devagar, enquanto tornava a teclar no seu telefone. Precisava mandar uma mensagem pedindo um Uber ou não chegaria na festa.
Antony notou que ela não iria aceitar. Era muito orgulhosa pra isso, então percebeu que já estava na hora de acabar com aquele jogo e parar de provocá-la, por mais que gostasse de vê-la naquele estado, bravinha, viu que se continuasse agindo assim não conseguiria conquistar aquela mulher tão geniosa que realmente lhe interessou tanto. Breno falou muito bem dela em todas as vezes que se falaram por telefone. Contou-lhe de como era uma mulher independente e deixou bem claro que ela não se sujeitava facilmente. Também lhe disse como ela havia estado resistente sobre ser sua parceira. Não entendia por qual motivo. Entretanto, achava tudo isso bem interessante. O fato era, que ela o havia ignorado desde o início e por mais que ele a tratasse da melhor forma, sempre recebia seu desprezo como resposta. Então mudou de estratégia.
— Olha, por favor. Entre! Mary me pediu para levá-la — disse enquanto ainda a seguia com um tom de voz gentil.
Ela ficou surpresa com sua mudança repentina. Ele não usava mais aquele tom sarcástico muito menos provocativo. Parecia ter dado uma trégua, finalmente.
— Por favor — ele repetiu fazendo carinha de cachorro que caiu da mudança, erguendo as sobrancelhas e fazendo beicinho.
Sarah não se conteve e sorriu.
Ele sorriu de volta como se não acreditasse que tinha feito àquela cena.
—Tudo bem eu vou. Se Mary pediu...
Ela não podia negar que aceitar aquela carona era a decisão mais sensata a se tomar, estava cansada, o carro que iria pedir pelo celular havia cancelado, e pedir outro demoraria.
— Espere! — ele pediu antes que ela entrasse no carro.
Sarah não entendeu.
Observou ele descer do carro e dar volta, apenas para lhe abrir-lhe a porta. Aquilo era novidade. Nunca nenhum homem havia feito isso. Percebia o quanto Antony era um mistério com suas mudanças de personalidade. Felizmente tinha acabado todo o sarcasmo que o fazia parecer um i*****l. Agora, ele estava diferente. O que estava acontecendo com ele? Seja o que fosse ela não cederia aquele encanto, iria resistir, só não sabia por quanto tempo.
O trajeto até o espaço onde acontecia a festa era curto. Estava localizado bem perto dali. Antony insistiu em iniciar algum tipo de diálogo, porém Sarah não estava interessada. Tentou permanecer o mais calada possível, ou respondia com poucas palavras, mesmo assim ele não desistia.
— Você é sempre assim de poucas palavras ou apenas quando está comigo? — ele perguntou inconformado com o seu desprezo.
Ela, no entanto, se incomodou com seu comentário.
— Por que você se acha tão importante assim? Ah... Você é o senhor Perfei... — ela gaguejou ao perceber o que acabava de dizer. — Quer dizer Antony?
Tentou concertar sua frase temendo que ele a tivesse entendido. Por um instante quase o chamou por aquele apelido secreto que usava ao se referir a ele: "Senhor Perfeitinho".
Rezou aos céus para que ele não a tivesse ouvido. No entanto Antony concluiu e desta vez ela ficou constrangida.
— Hãaam... Senhor PERFEITINHO, Era isso que você queria dizer?
Sarah ficou rubra, ao perceber que ele havia entendido tudo.
— d***a, por que não fiquei de boca fechada? — Ela praguejou baixinho como um sussurro.
Sabia que se tivesse lhe ignorado teria sido mais fácil. Mas agora ele estava ali se esbaldando de rir à suas custas, certamente com seu ego mais inflado ainda. Se sentia uma i****a.
— Breno já havia me contado que você costumava me chamar desta forma, não parecia tão engraçado quanto ouvindo você dizer.
Ela não conseguia acreditar que Breno havia feito isso, ele não tinha esse direito. Seu coração estremeceu só de pensar o que mais o fofoqueiro o teria revelado. Agora ela se encolhia nos bancos de couro do Lage Houver e xingando Breno mentalmente de todos os nomes possíveis.
— E o que mais ele andou lhe dizendo ao meu respeito? Parece que vocês passaram muito tempo me tendo como assunto.
Se encorajou e disse:
— Ele não me falou mais nada. Mas Mary me disse...
Antony inclinou a cabeça na tentativa de esconder mais risos. Mas era impossível, estava visível como ele se divertia com tudo isso.
Sarah estava muito surpresa com as revelações, nunca sentiu tanta vergonha em toda sua vida, tinha uma enorme v*****e de se jogar daquele carro e nunca mais ter que encarar Antony. Jamais imaginou que seus amigos a trairiam assim.
Céus o que mais Mary havia dito a Antony?
De repente ele ficou sério, como se tivesse perdido toda a graça de minuto anteriores.
— Bom, Mary me falou muito bem de você!
Percebeu que ele estava mudando o rumo da conversa, provavelmente para não a constranger ainda mais.
— Sei... Você é um péssimo mentiroso — ela murmurou.
— Verdade! Não estou mentindo. Ela me falou de como você é esforçada, independente e...
— E...?
Perguntou curiosa. Afinal o que mais lhe diria?
Ele pigarreou, tentando escolher as palavras certas.
— Ela me contou que você não tinha me aceitado muito bem... Parece que tem algo a ver com nosso passado, no colegial... Ela não soube explicar.
Sarah nunca imaginou que sua amiga contaria aquelas coisas para ele. Naquele instante, desejava esganar Maryene. Ela não devia ter feito isso. Mas bem que poderia ter previsto, pois sua amiga tinha uma boca grande demais.
Uma tensão começou a tomar conta de Sarah deixando-a insegura. Como aquele mesmo temor que sentia em sua adolescência quando estava na presença de Antony. Não sabia o que dizer.
— Maryane, você me paga!
Esbravejou baixinho, Antony não percebeu, pois estava concentrado no semáforo que acabava de abrir.
Ela pensou na possibilidade de contar a ele toda verdade, talvez fosse perceber o quanto foi um b****a naquele tempo e assim colocariam um ponto final em seu passado, mas estava muito nervosa, não sabia como começar.
Então simplesmente abriu a boca:
— Nós estudamos juntos no colegial, três anos melhor dizendo...
Antony franzia a testa, parecia estar fazendo uma enorme força para se recordar.
— Não é possível, eu não me lembro de nenhuma Sarah Carter, e te juro tenho me esforçado para recordar.
Sarah se virou para a janela preferiu observar a paisagem local.
Antony não se lembraria mesmo, pois nunca lhe enxergou naquele tempo. Era uma jovem tão insignificante. Então soube que não conseguiria dizer nada sobre o passado para ele.
De repente Antony freou o carro. Ela sentiu seu corpo sendo lançado levemente para frente. Ao parar, ele simplesmente se virou ficando de frente para ela.
Os olhos de Sarah se arregalaram. Será que ele tinha se lembrado?
Então ele falou primeiro:
— Ah, não... Não acredito! — Ele diz com voz aflita. — Nós tivemos alguma coisa juntos, por isso que você me despreza? Eu devo ter sido um canalha que não se recorda de alguém com quem...
Sarah agradeceu mentalmente por ele não completar a frase. Ficou vermelha só de pensar naquela hipótese. Ele estava pensando que talvez tivessem feito s**o. Claro que não! Naquele tempo ela nem pensava nesta possibilidade, era tão ingênua e enquanto ele havia tido tantas experiências assim, ao ponto de não se lembrar, ela não tinha nem ao menos dado um beijo sequer.
— Não! Não tivemos nada... Juntos — ela respondeu aflita, quase que em um grito.
Antony a encarou, respirou aliviado e relaxou na poltrona.
Novamente Sarah sentiu v*****e de abrir a porta do carro e correr para bem longe dele. Afinal ele estava aliviado por não ter tido nada com ela, era isso?
Ele imediatamente percebeu o quanto sua reação foi indelicada e imediatamente tentou se explicar.
— Não! Eu não me sinto alivio por não termos tido nada. Você é uma mulher maravilhosa, tenho certeza que teria sido uma experiência inesquecível, mas é este o meu problema, não me lembro de nada.
Então agora ela deveria se sentir lisonjeada, mas por que não conseguia? Na verdade, sentia-se muito ofendida, pois suas recordações do quanto foi humilhada naquela época não conseguira esquecer.
"Não Antony, você jamais teria tido qualquer relacionamento comigo!"
Pensou Sarah visivelmente abatida. Pra isso, ele precisava ter a enxergado, e isto nunca havia acontecido.
Notou que ele ligou o carro e continuou a dirigir. O clima havia ficado mais tenso e nenhum dos dois dizia nenhuma palavra.
Felizmente haviam chegado ao espaço onde a festa acontecia. O silêncio entre ambos parecia mais constrangedor que antes. Antony desligou o carro lentamente. Antes de entregar as chaves ao manobrista, ele a segurou pelo braço carinhosamente, pedindo para que ela se virasse para ele. Ainda conturbada com tudo, ela o encarou.
— Sarah! O que quer que eu tenha feito ou não, me desculpe, era apenas um adolescente. Não tinha maturidade..., mas queria muito que você me desse à oportunidade de mostrar quem eu sou de verdade... Poderíamos nos conhecer melhor... Me dê apenas uma chance — falou com a voz trêmula, como se estivesse nervoso.
Ele pareceu bastante sincero e pela primeira vez na noite, ela sentiu algo bom. Seu coração batia aceleradamente e seu corpo tremia sob o olhar de Antony. Será que ele sempre causava isto nas mulheres?
Ela não conseguiu responder, as palavras simplesmente não saiam, então, apenas acenou com a cabeça como se quisesse dizer um "Sim". Houve um longo silêncio novamente. Antony se aproximou lentamente sem quebrar o contato visual, e por um instante acreditou que ele fosse lhe beijar, no entanto, parou e suspirou fundo. Se virou e desceu do carro, certamente para abrir a porta.
Somente naquele instante, longe dele, conseguiu respirar. Sua mente estava atordoada.
Enquanto ele dava a volta, ela teve tempo para se recompor, precisava cair na real, sair do transe. Temia que aquela ceninha fosse um de seus joguinhos de sedução e ainda que parecesse sincero, ela não estava disposta a jogar aquele jogo. Então apenas sorriu quando ele lhe abriu a porta e estendeu a mão lhe conduzindo para fora.
Ela notou que precisava ser mais cuidadosa, pois quase havia acreditado em toda aquela conversa. Se esforçaria para ser mais esperta da próxima vez.