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2077 Palavras
Vicente narrando As cartas de dívidas da empresa só aumentam e agora estão ameaçando penhorar os meus bens, eu não queria ter que ir atrás daquela mulher, mas agora eu cheguei a conclusão que esse casamento era a melhor coisa que poderia acontecer nesse momento. — Ainda no escritório meu filho – Minha mãe fala entrando — Dona Sara, a senhora sabe que estou com a cabeça cheia de trabalho. — Eu sei que as coisas não estão indo muito bem em nossa família ainda mais em nossos negócios, mas você sabe que a culpa não é sua – ela fala. — Mas papai, insiste em dizer que a culpa é minha. — Ele sabe que não é, mas seu pai precisa culpar alguém. Quando ele te entregou a empresa ela já estava a beira da falência, você fez de tudo para reerguer ela, mas já não tínhamos mais dinheiro. — Tentei investidores, tentei tudo. — O único capaz de investir nessa empresa era o pai de Maya, para abafar o passado da filha – ela fala — Passado de Maya? – eu a encaro – o que você sabe que eu não sei? — Maya – ela fala balançando a cabeça em sinal de negação – ela se tornou tudo que um dia Raul odiou, Raul vive de status, precisa da filha com um casamento bom, nesse momento ele deve estar apavorado pela fuga da filha, mas se mantém em silêncio para não aumentar a mídia. — Eu vou falar com ele – eu falo me levantando — Você está maluco? — Eu posso encontrar Maya, ainda mais se ela fugiu com aquele Jonas. — Depois do que aconteceu no casamento? – ela pergunta — Quem abandonou o casamento foi ela, ela fugiu, eu vou ir atrás dele – eu falo e ela me encara – e vou fazer uma reviravolta em nossa família. Eu pego a chave do carro e vou em direção a ele pensando em tudo que iria propor ao pai de Maya. Eu ligo para o meu advogado Douglas. — Vicente – ele fala — Você sabe onde Jonas mora? — Aquele lugar que ele chama de casa? – ele fala – eu sei. — É para lá que ele deve estar com Maya, não é mesmo? — Maya naquele lugar imundo? – ele fala rindo – só se ela o amar de verdade. — Me passa . — Você vai fazer o que? – sua voz sai intrigada. — Ir atrás dela e trazer ela de volta – eu falo — Como? — Estou indo propor um negocio ao pai dela. Se não vamos fechar as portas de todas as empresas e ter que decretar falência. — Vicente isso é loucura. — Locura é não tentar – eu respondo desligando a chamada. Logo chegou a mensagem dele com o endereço da casa de Jonas, era bem retirado da cidade, eu estaciono o carro na frente da casa de Raul e falo com a governanta que me manda entrar, eu fico ali sentado lembrando daquela noite em que a conheci, aquela garota dos cabelos negros, a pele branca, os olhos escuros, cheia de marra e de respostas rápidas e curtas, que não queria participar de acordo nenhum e que deixou bem claro que não casaria comigo por contrato nenhum. Eu sei pouca coisa do seu passado porque Raul conseguiu abafar muita coisa, mas pessoas próximas dele sabia e a única coisa capaz de retomar a reputação de sua filha, era um casamento consolidado, era que ela virasse uma dama da sociedade como todas as outras mulheres e para isso ela teria que ter um casamento bom. — Vicente – ele fala me encarando – não achei que o viria tão cedo. — Raul – eu me levanto – sei que o nosso ultimo encontro não foi tão agradável, aquele casamento não deveria ter sido daquela forma. — Maya fugiu e você fez que isso ficasse claro para todos os convidados – ele fala — Eu fiquei nervoso, com muita raiva, jamais passei por tanta humilhação. — Maya, perdeu completamente o juízo – ele fala – eu estou esperando ela voltar pedir perdão por todos os seus erros. — Ela não vai fazer isso. — Não? – ele pergunta — Sua filha está envolvida com Jonas Davis, você sabe porque ele fez ela fugir – ele me encara – ele tem dividas enormes, porém com pessoas perigosas, logo ele vai arrumar uma forma de tirar seu dinheiro. Ele balança a cabeça rindo e me encara. — Ele não vai conseguir isso – Raul fala — E se ela engravidar? – ele me encara — Vicente, onde você quer chegar com isso? — Eu busco ela, eu sei onde ela está. — E ela vai vir com você? – ele pergunta — Eu posso fazer ela vir, duvido que ela saiba quem ele realmente é. — E aí? – ele pergunta — No momento que ela estiver comigo, você investe na minha empresa. — E o casamento? – ele pergunta — Eu me caso com ela. — E se ela fugir? — Ela não vai fugir, a gente faz um acordo, eu faço com que Maya se envolva comigo por livre espontânea vontade, conquistando ela dia após dia, a gente se casa sem pressão nenhuma para ela e nem para sociedade, assim você limpa a barra da sua filha. Ele me encara pensativo, ele sabe que a ideia era boa, poderia parecer impossível mas não era, se Maya caiu na lábia de Jonas Davis, porque eu não conseguiria fazer ela cair na minha? — E quando você vai buscar ela? — Essa noite,. — Essa noite? — Jonas fica até tarde no bar, será fácil convencer ela. — Se você conseguir, eu tiro a sua empresa da falência. – ele fala – mas só mantenho os investimentos, se vocês se casarem no final. — Terá casamento e se você quiser, até herdeiros – ele abre um sorriso me encarando. Eu saio da casa dele com o endereço no gps para ir encontrar Maya, eu precisava tirar ela de lá a todo custo, eu precisava salvar a empresa da minha família e o dinheiro que Raul investisse, salvaria ela por muitas gerações. Eu entro com o carro em uma estrada de chão e acabo parando quando vejo outros carros parados, eu desço e vejo que era Maya e tinha um homem segurando ela e logo reconheço ele. — Larga ela agora – eu falo e eles me encaram espantados – deixem ela. — Senhor Vicente Miller, o que está fazendo aqui? – Josué pergunta com um olhar espantado. — Larguem a minha noiva agora mesmo! – eu afirmo — Sua noiva? – ele pergunta e Maya me encara. Capítulo 7 Maya narrando Pela primeira vez eu senti algo vendo Vicente na minha frente que não fosse raiva e vontade de m***r ele, eu senti alivio, porque eu não sabia o que esses homens eram capazes de fazer comigo. — A gente não sabia que ela era sua noiva – o homem fala me largando. — É sim – Vicente afirma – ela não tem nada haver com as dívidas de Jonas Davis, deixe Maya em paz. — Mas ela estava morando com ele. — Jonas, me odeia – ele afirma e eu encaro ele – vocês estão cientes disso, eu vim aqui buscar Maya. — Nos desculpe senhor – Josue fala – Isso não irá acontecer novamente. — Deixe a moça em paz – ele fala Ele anda se aproximando, ele chega bem perto de mim e aquele homem que se chama Josué se afasta. — Preciso cobrar a divida – Josué fala — Cobre direto com Jonas, já disse Maya não tem nada haver com isso, se você não quer ficar sem emprego, não venha atrás dela. — Sim, senhor. – Ele responde entrando no carro. E assim como Josué todos os outros vão embora, deixando apenas nos dois ali. — Você está bem? – ele pergunta me encarando e eu encaro ele ainda sem reação – você está gelada, eles fizeram algo com você? Por que está machucada? Seu rosto. — Por que está aqui? – eu pergunto em poucas palavras para ele. — Eu vim atrás de vocês. — De mim? — Sim – ele fala – pelo jeito esse machucado foi o Jonas, não? – eu o encaro – Para está esse horário sozinha nessa estrada escura, deve estar fugindo dele. — Eu estou fugindo dele, aquele homem é um monstro – eu falo nervosa – meu pai não vai me aceitar de volta, eu fiz ele passar a maior vergonha da vida dele. — Você não precisa voltar para casa do seu pai, ainda mais nesse estado, não – ele fala negando – você vem comigo. — Com você? Eu te humilhei te abandonei naquele altar – eu falo nervosa. — Não precisa chorar – ele fala limpando as lagrimas q desce em meu rosto – sei que nos conhecemos de uma forma errada, nenhum de nós queria casar, a gente estava sendo obrigados, ninguém queria aquele casamento. Eu olho para ele tentando entender ainda tudo que eu estava acontecendo, eu confiei e amei Jonas com todas as minhas forças e ele me enganou todos esses anos. Vicente abre a porta para que eu entre no carro e eu entro, minha cabeça estava girando, a nossa briga antes de fugir, o t**a no rosto que ele me deu, tudo aquilo fez o meu coração despedaçar. Vicente estaciona o carro na frente da sua casa e depois abre para que eu desça. — Você tem certeza que eu devo ficar aqui? Seus pais não vão achar r**m. — A casa também é minha – ele fala me encarando – meus pais vão viajar amanhã cedo, fique tranquila. — Meu pai vai ficar sabendo e vai ser uma confusão. — Seu pai não vai vir até aqui, ele está me odiando por ter falado para todos que o casamento não aconteceria. — Você fez isso? – eu pergunto e ele sorri — Como eu te disse, eu também não queria que esse casamento acontecesse. — Imagina a cara do meu pai. — Não tanto como a cara dos meus pais. — Mas e agora? — Relaxa – ele fala – meu pai queria que esse casamento acontecesse por causa da divida enorme que el e causou na nossa empresa, mas eu dei um jeito e arrumei uma forma de tirar ela da falência — Eu sinto muito pela falência da sua empresa. — Está dando tudo certo – ele fala abrindo um sorriso. — Já a minha reputação foi água baixo – eu resmungo. — Não sei exatamente o que fez no passado, mas não deve ser nada grave, a não ser que matou alguém – ele fala rindo e eu abro um sorriso esverdeado para ele. Entramos na sua casa e seus pais já estão dormindo, a gente sobe para o segundo andar e ele me leva para um quarto de hospedes, eu encaro aquele quarto que era muito bonito, e sua casa era tanto luxuosa como a minha. — Acredito que aqui ficará bem, ainda mais agora estando longe de Jonas. — Como conhece aquele homem? — Quem, Josué? — Sim. — Ele é funcionário da empresa, é porteiro. — E porque Jonas deve dinheiro a ele? — Ele é conhecido como agiota – ele fala – provavelmente Jonas pegou dinheiro e ficou devendo. — Mas, por que Jonas deve tanta gente?7 — A bebida, seu bar – ele fala – você acha que aquele homem bebendo daquela forma consegue ter algum lucro? — Eu jamais imaginei que ele fosse dessa forma. — Ele queria dinheiro do seu pai, apenas. — Todo mundo que se envolve comigo, se envolve por causa dessa maldito dinheiro. — Eu sinto muito – Vicente fala — As vezes tudo que eu queria, era não ter nascido filha dele, ter nascido em uma família de poucos recursos , eu seria feliz, muito mais feliz. — Mas você usufrui do dinheiro. — Eu fiz muita coisa errada na minha vida – ele me encara – Amar Jonas foi uma delas. — Ele te bateu quantas vezes? — Essa foi a única vez – eu respondo – acho que eu quero descansar. — Ok – ele fala – qualquer coisa estou no quarto ao lado. — Obrigada.
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