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1509 Palavras
Capítulo 5 Maya narrando 1 mês após o dia do casamento Eu abro a janela e vejo que Jonas está falando com um homem de cabelo comprido e tinha vindo até aqui de moto, esse homem estava sendo agressivo com ele , então resolvo sair lá fora. — Jonas ? – eu pergunto e ele me encara — Entra para dentro agora Maya – ele fala em um tom de voz arrogante comigo. — O que está acontecendo? – eu pergunto — Eu mandei entrar. — Não se preocupa dona, meu assunto com ele acabou, você está avisando, tem alguns dias apenas – ele fala ameaçando Jonas e depois me encara – sua esposa é muito bonita – ele abre um sorriso e eu estreito os olhos, ele sobe em cima da moto e vai embora. — O que está acontecendo? Porque ele está te ameaçando? – eu pergunto — Nada não, não se meta Maya nos meus assuntos. — O que você tem, que está todo agressivo comigo? — Está tudo dando errado – ele esbraveja. — Como assim, dando errado? Estamos juntos? Conseguimos fugir, ninguém veio atrás de nós, estamos construindo a nossa história – ele me encara — Para você tudo é fácil, não é mesmo Maya? Me deixe ir, tenho muita coisa para fazer. Ele entra dentro do carro e sai a mil com ele, eu fico ali sozinha sem entender nada do que estava acontecendo, há alguns dias a gente estava feliz e comemorando, mas do nada, ele começou a chegar bêbado do bar, nervoso e irritado e começando a descontar em mim e agora esse era o segundo homem estranho que vinha até aqui e o tratava dessa forma e ele saia ainda mais irritado. A casa onde estamos não tinha luxo e não tinha nada, eu tinha que fazer tudo e confesso que é bem complicado, porque eu nasci em uma casa onde todo mundo fazia tudo para mim. Eu pego as roupas de Jonas para colocar na máquina para lavar e vejo que tinha marcas de batom no colarinho das suas camisetas brancas, cheiro elas e tinha cheiro de perfume, Jonas ficava fora quase a noite toda por causa do bar e dava a desculpa que eu não poderia sair daqui porque meu pai poderia me encontrar, aos poucos começo a perceber que talvez eu tenha acreditado no conto do vigário e que realmente o meu pai tinha razão no que ele dizia o tempo todo. Eu espero por horas Jonas voltar, mas já era de madrugada e nada dele chegar, escuto o barulho do carro e as luzes reflete na janela, eu me levanto colocando o roupão e encontro ele na sala, o cheiro de bebida toma conta da casa toda. — Estou com fome, faz algo para eu comer – o seu tom de voz sai ríspido. — Onde você estava até essas horas Jonas, são 4h da manhã? – eu pergunto – estava preocupada. — Eu não te devo satisfação da minha vida, faz o café de uma vez – ele se senta na mesa e eu vou para cozinha e faço o café e e coloco na mesa para ele e ele bebe – esse café está h******l – ele joga a xícara longe. — Você está maluco de falar comigo dessa forma? – eu pergunto para ele – me respeita, você sai para trabalhar, volta quatro horas da manhã bêbado, eu encontro marcas de batom em suas camisas e você me trata dessa forma? Nem pensar, eu não vou admitir uma coisa dessa. — Eu falo com você da forma que eu quero, você é minha mulher, eu te salvei de casar com aquele homem. — Me salvou? A gente era apaixonado um pelo outro. – Ele começa a rir — Como você é burra – ele fala me encarando e eu encaro ele sem entender nada – você realmente acha que eu me apaixonaria por você? — Porque está me tratando dessa forma, está falando comigo dessa forma, eu exijo respeito – eu bato o prato na mesa e ele se quebra – eu exijo que você me respeite. — Respeitar você como? – ele pergunta se levantando – eu só fiquei com você por causa do dinheiro da sua família, achando que ganharia algo, mas só me ferrei. — Você se envolveu comigo por causa do dinheiro do meu pai? – eu pergunto para ele — E por que você acha que eu ficaria com você? Por amor – ele começa a rir Eu olho para Jonas totalmente sem reação, eu jamais imaginei que ele me trataria dessa forma, ele me encara e se senta de novo na mesa para continuar comendo. — Limpe essa bagunça que você arrumou, você não tem o que fazer, tem que aceitar as minhas exigências e ponto final – eu estava com os olhos cheios de lagrimas, mas engulo as lagrimas. — Arrume você mesmo – eu falo empurrando a jarra de suco e cai por cima dele – você tem duas mãos. – ele se levanta — Olha o que você fez sua inútil – ele fala nervoso — Eu odeio você Jonas e eu não fico aqui mais um minuto, seu m***a, seu bêbado infeliz – ele me segura no braço – me solta. — Você me respeita! – ele afirma – eu te salvei de ter uma vida de m***a ao lado daquele seu noivo. — Eu preferia milhões vezes ter casado com ele do que ter que conviver com um homem asqueroso que nem você – ele me olha com raiva e dar um t**a em meu rosto – você é minha e vai ser assim sempre. Arruma essa bagunça que quando eu levantar quero tudo limpo. Ele sai em direção ao quarto e eu ainda estou com a mão em meu rosto, uma lagrima desce sobre ele e eu olho para o chão vendo a chave do carro, eu não penso duas vezes, pego a chave e saio para fora da casa entrando no carro, falta pouco para o dia amanhecer, mas antes mesmo de chegar no asfalto, um carro para na minha frente me impedindo de passar, eu fico nervosa e não consigo dar a ré no carro e um cara armado na bate na janela. — Sai do carro – o homem fala e eu encaro – anda sai do carro, agora. – A arma em sua mão me faz sair rapidamente de dentro do carro. — É a esposa dele – o outro homem que eu tinha visto ameaçando. — Quem são vocês? — Jonas está devendo dinheiro para nós, você vai com a gente, até ele pagar a dívida dele. — Que dívidas são essas? – eu pergunto — Jonas é viciado em jogos de azar, deve dinheiro para a gente e para muitas outras pessoas. — Eu não sei nada sobre essas dívidas – eu respondo — A família dela tem dinheiro – um deles fala e eu n**o – Tem, seu pai tem muito dinheiro. Você pode pagar a dívida do seu marido. — Quem tem dinheiro é meu pai e não sou eu, ele jamais vai dar um real para pagar as dívidas de Jonas. — Para de mentira – o homem fala segurando em meu braço – você pode sim, pagar a dívida dele, quem mandou se envolver com bandido. — Eu não sabia que ele era bandido. — Vamos levar ela – ele fala para outro capanga e eu n**o – você vai nos levar até seu pai e vai fazer ele pagar as dívidas de Jonas. — Meu pai não tem nada a ver com isso, as dívidas são dele. – eu respondo nervosa – por que eu preciso pagar por ele? — Você não estava morando com ele lá, eu vi você lá, então as dívidas também são suas – ele tenta me fazer andar me levando a força pelo braço. — Me solta – eu falo tentando me soltar – me solta agora. — Você vai com a gente e ponto final, é melhor você ir por vontade própria, porque se eu tiver que te colocar nesse carro a força, você vai se arrepender. — Eu não vou ir com vocês – eu falo nervosa e olhando nos olhos daquele homem – vai até a casa e pegue Jonas e não eu – eu tento me soltar. — Cala boca agora – ele fala com a arma nas mãos e eu encaro a arma com os olhos arregalados – A dívida também é sua. Eles tentam me levar a força para dentro do carro deles, mas eu tento me soltar, é quando um carro se aproxima e eles param encarando aquele carro, um homem desce e é difícil reconhecer ele na escuridão, mas é quando ele se aproxima e eu o reconheço. — Larga ela agora – ele fala – deixem ela. — Senhor Vicente Miller – o homem que agarrava meu braço fala nervoso – o que está fazendo aqui?
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