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3488 Palavras
Vicente narrando Eu estava no meu quarto arrumando a minha gravata em frente ao espelho, hoje era o dia da palhaçada que o meu pai tinha criado para o bem da empresa, no começo eu tinha discordado com esse casamento, mas no final seria apenas um casamento por contrato que uniria as duas famílias, nossa empresa precisava disso, porque senão ela acabaria indo a falência. Eu não queria me envolver com ninguém após a morte de Raquel, ainda mais ter que me casar. — Seu pai está perguntando se você está pronto, ele não quer chegar atrasado – Minha mãe fala entrando no quarto. — Estou, já vou descer. — Ótimo. Estamos te esperando no carro. – Eu assinto com a cabeça e ela sai do quarto. Eu coloco meu relógio no pulso e pego meu celular em cima da cômoda do quarto, por mais que eu ainda ache que tudo isso era uma grande palhaçada, eu entendo como seria bom os negócios para a família, mas era claro que se eu pudesse, eu não iria até esse jantar e nem mesmo assinaria qualquer papel me casando com uma total desconhecido, cujo o histórico dela na sociedade é bem curiosa e irrelevante. — Achei que teria fugido – Meu pai fala em um tom irônico. — Confesso que me dar vontade, acho bom já ter preparado um quarto para ela, porque na minha casa ela não vai ficar. — Você nem a conhece ainda – minha mãe fala – quem sabe vai te fazer bem Vicente ter a companhia de uma linda jovem. — Não estou desesperado e nem a procura mamãe para me interessar por alguém que irei me casar por contrato. — Você não pode ficar falando dessa forma – meu pai resmunga – Você sabe que precisamos desse casamento, nossa empresa está indo a falência – Entramos no carro e eu sempre dirijo e meu pai vai de carona. — Ela é linda, é uma jovem super atraente, você vai gostar dele – Minha mãe afirma. — Eu conheço muito bem o histórico dela, não esqueça que as redes sociais estão aí para isso. – eu afirmo – E sobre a empresa eu já disse que podemos tentar reerguer ela de outra forma. — Ela foi meio problemática, mas isso todo mundo esquece – Meu pai fala – esse casamento será bom para todos, é a única forma de voltar ativa no meio dos negócios milionários. — E quem sabe vocês ainda não se apaixonam? – Minha mãe fala – quando ver esse contrato nem acaba. Eu prefiro não responder esse comentário e apenas sigo dirigindo, eu só amei uma pessoa na minha vida que foi a minha esposa Raquel. Assim, que chegamos na casa do empresário Raul Miller, era uma casa muito bonita e ele veio na porta nos receber. — Grande Mauro e Vicente – ele fala nos cumprimentando – A senhorita Sara sempre muito bonita – ele beija a mão da minha mãe. — O senhor sempre muito gentil – ela fala sorrindo levemente para ele. — Estamos ansiosos para conhecer finalmente a sua filha – meu pai fala – não é mesmo Vicente? — Claro – eu respondo – E onde ela está? — Ainda está se arrumando, acabei de subir para avisar que chegarão quando eu vi o carro e ela já está finalizando de se arrumar, sabe como é as mulheres, Maya é uma moça muito vaidosa. — E muito bonita – Minha mãe fala — Fiquem a vontade, vamos sentando – Raul fala – Estou feliz por essa noite, tenho certeza que essa união irá nos trazer muitos frutos. — Eu concordo – Meu pai fala – E Vicente também, não é mesmo? — Claro – eu falo aceitando a taça de vinho que uma moça muito sorridente e delicada oferece – Será um grande avanço para as empresas. — Maya está um pouco assustada com a ideia do casamento, mas tenho certeza de que quando se conhecerem, vocês vão se dar muito bem. – Raul fala. — Sua filha é uma jovem muito bonita, já vi ela em alguns chás beneficentes – Minha mãe fala – Será uma ótima esposa e uma nora espetacular. — E quem sabe mais para frente não vem os netos – Meu pai fala rindo e eu o encaro com um olhar de desaprovação. Todo mundo aqui sabe que esse casamento é por contrato para unir duas empresas, para que ninguém saia perdendo, não existe a possibilidade de filhos ou até mesmo um relacionamento saudável entre nós dois, seria algo que seria apenas por contrato e para alimentar os olhares dos curiosos. Olho para escada e vejo aquela moça descendo por ela, com um vestido azul que marcava seu corpo, não poderia se negar que ela era bonita, os seus cabelos negros batendo na altura da b***a, os seus olhos castanhos que destaca em sua pele clara, ela nos encara. — Deixa eu apresentar a minha filha – Raul fala se aproximando dela – Essa é a Maya – ele pega na mão dela e eles vem mais perto de nós – Esse é Raul e Sara os seus futuros sogros e esse é Vicente Miller. Ela para na minha frente me olhando de cima á baixo, o seu olhar era penetrante e eu a encaro. — Boa noite Senhorita Maya – Eu falo dando um belo sorriso para ela. — Acredito que não seja um boa noite para ninguém aqui – Ela responde e eu arqueio a sobrancelha para ela, ela encara o seu pai que o encara com raiva escancarado em seu rosto. — Acredito que os dois vão ter muito o que conversar essa noite – Meu pai fala – Por que você não nos mostra Raul o lindo jardim de sua falecida mulher e deixamos eles conversarem? — Para que? – Ela pergunta – Esse casamento é um contrato, precisamos apenas sorrir enquanto estiver com outras pessoas, não é mesmo? Acredito que você não queira casar comigo e eu muito menos com você, então não sei por que toda essa cerimonia, é só dizer sim em frente as câmeras, tirar fotos bonitas em uma falsa lua de mel. Não é mesmo papai? – ela encara ele. — O seu humor é uma graça minha filha – o pai dela fala. — Então vamos jantar para que isso acabe logo de uma vez – ela fala se dirigindo a sala de jantar. O pai dela, o meu pai e a minha mãe ficam totalmente sem reação e eu apenas respiro fundo vendo que esse casamento seria a maior furada da minha vida. Capítulo 3 Maya narrando Após o jantar finalizar, eles foram embora, assim que meu pai fechou a porta, ele me encara. — O que você acha que estava fazendo? – ele pergunta me encarando com raiva em seu tom de voz – Você quase destruiu tudo, tudo! — Eu disse para você que eu não aceitaria esse casamento – meu pai me encara com raiva, eu o conheço muito bem quando ele está brabo e com certeza esse era um dos momentos. — Casamento não é amor não minha filha, você precisa entender qual é a sua posição na sociedade e dentro dessa casa – ele esbraveja dando um soco na mesa e eu arregalo os olhos para ele, eu entendo que ele queria que esse casamento saísse, mas ele não poderia me obrigar a me casar – Seu casamento com Vicente precisa ser perfeito aos olhos de todo. — Eu tenho um noivo, um que me ama e é com ele que eu vou me casar. – eu afirmo e meu pai abre um sorriso irônico em seu rosto. Ele nunca aceitou que eu me envolvesse com Jonas, mas isso tudo era apenas preconceito por ele não ter o mesmo nível que a gente, por ele não ter dinheiro, por ele não ser um m****o da sociedade, por ele ser apenas um dono de bar falido. — Jonas Davis? – ele fala rindo – você deveria conhecer o histórico dele, ele é um farsante e está apenas de olho em seu dinheiro, ah Maya – ele fala balançando a cabeça e enchendo um copo de bebida, achei que você era esperta, mas vejo que não. — Você está mentindo, você quer me afastar dele – eu afirmo nervosa e limpando as lágrimas que descia sobre o meu rosto. — Eu já te falei, que eu posso acabar com ele – ele me encara – não me ameace Maya. — Eu não posso te ameaçar mas o senhor pode me obrigar a me casar. – ele me encara – você que deveria ter morrido e não a minha mãe. Meu pai larga o copo de bebida e me encara, eu não sabia descrever o seu olhar nesse momento para mim, mas eu tinha falado com o sentimento de raiva no meu tom de voz, eu daria tudo para minha mãe ter ficado viva e ele ter morrido em seu lugar. — Dobre a sua língua – ele fala se aproximando de mim – Eu sou seu pai e você tem que dar graças a Deus que Vicente aceitou se casar com você, mesmo você ter feito tudo que fez no passado. – Eu o encaro – Agora sobe para cima e não me traga mais problemas. Eu engulo seco e subo para o meu quarto, eu olho para janela vendo a sombra de um homem e abro um sorriso quando vejo que era Jonas , ele abre um sorriso me encarando e se aproxima de mim. — Você é louco, se algum dos seguranças do meu pai te pega aqui – eu falo o encarando. — Eu corro todos os ricos para poder te ver – ele fala abrindo um sorriso – você está linda como sempre, mas eu não gosto de te ver chorando. — Meu pai sempre arruma uma forma de me humilhar – eu olho para ele – ainda mais querendo me casar com aquele homem. — Você o conheceu ele hoje? – ele pergunta – espero que não tenha se apaixonado a primeira vista. — Jamais, o meu amor é todo seu – ele abre um sorriso — Você disse que arrumaria uma forma de me impedir de casar-se com ele. — Eu arrumei – ele afirma passando a mão pelo meu rosto — E qual é essa forma Jonas? Ele passa a mão sobre o meu rosto e eu o encaro, seu olhar brilhava ao meu ver e eu confio de olhos fechados que o seu amor é sincero. — Eu arrumei um lugar para a gente ficar, um lugar só nosso, onde seu pai não vai nos char. — E onde é? – eu pergunto — No dia do seu casamento, você vai descobrir – eu estreito os olhos para ele. — Como assim? – ele abre um sorriso — No dia do seu casamento você vai está se arrumando na casa dele, todos os holofotes em cima, ninguém vai querer um escândalo, se a gente fugir, ninguém vai atrás de nós – ele fala e eu abro um sorriso para ele. — Você acha que isso vai dar certo? – eu pergunto — Sim – ele fala sorrindo – vamos viver a nossa vida como sempre sonhamos, eu e você Maya. — Eu amo você Jonas. — Eu também te amo – ele me beija. Está nos braços de Jonas fazia que eu me sentisse a mulher mais desejada, amada e feliz, ele sabia como me tratar e como me levar da terra ao céu. Era com ele que eu queria viver o resto da minha vida, eu não queria luxo e nem dinheiro, eu queria apenas o seu amor. (...) O DIA DO CASAMENTO Ansiosa eu estava para esse dia, porque seria hoje que eu e Jonas fugiríamos, era difícil eu conseguir sair de casa sem que o motorista do meu pai me acompanhasse, eu estava na casa de Vicente, onde aconteceria a festa do casamento, então a casa estava cheia de pessoas estranhas aos olhos do meu pai, o que seria fácil para que eu conseguisse fugir no caminho para igreja. Enquanto eu me arrumava, eu recebo a visita de Vicente, fazendo com que todos saísse de dentro do quarto. — Dizem que dar azar você ver a noiva antes do casamento – eu falo para ele. — Acredito que a gente ainda não tenha nos conhecidos da melhor forma – ele fala me encarando — É um casamento por contrato, estou sendo obrigada a me casar com você. — Não ache que estou me casando porque quero também. — Então, por que esse casamento é importante? – eu pergunto — Porque ele vai unir as nossas famílias em um negócio milionário, que trará dinheiro para pelo menos umas 3 gerações para frente. — Como se dinheiro importasse, é tudo que importa para todos aqui – eu falo para ele. — Eu te espero no altar – ele me encara – mas, não faça nada que possa prejudicar a minha imagem perante a sociedade e a todos, eu conheço seu histórico e sei bem como você é. — Você veio até aqui para me ameaçar? — Não quero te ameaçar por nada, apenas quero te avisar, que eu não quero escândalos. – Ele me encara e eu o encaro. Ele sai do quarto e eu abro um sorriso. Você não quer escândalos, não é mesmo? Meu celular toca e eu recebo uma mensagem de Jonas. ‘’ Está tudo pronto para a gente ir embora, eu amo você.’’ Eu abro um sorriso. Capítulo 4 Vicente narrando Hoje era o dia do casamento, confesso que não estava nem um pouco feliz com esse dia, eu tinha memórias péssima da última vez que tentei me casar. Douglas, o meu advogado entra no meu escritório e me encara. — Você tem um casamento – ele fala me encarando. — Infelizmente – eu respondo e ele abre um sorriso. — A empresa vai falir se você desistir dela. — Eu vou me casar – eu respondo para ele – não se preocupa, já estou indo. — Você quer carona? – ele pergunta — Foi meu pai que te enviou para certeza que vou me casar? — Não – ele fala dando um leve sorriso debochado no rosto – já vi noiva fugir, mas noivo. — Quem me dera se ela fugisse , me livraria de todos problemas. — Sua noiva tem um breve relacionamento com Jonas Davis – eu o encaro – só se ela fugir com ele. — Seria um livramento – eu respondo — Será mesmo? – ele pergunta me encarando – te encontro no seu casamento. – ele fecha a porta do escritório e sai. Eu bato a caneta diversas vezes na mesa e solto a respiração.Eu me levanto e vou em direção a minha casa, a noiva também estava se arrumando por aqui, dispenso qualquer ajuda de qualquer pessoa, não queria pessoas curiosas em cima de mim, querendo saber sobre esse casamento repentino, eu me arrumo colocando o terno novo que minha mãe tinha mandado fazer para esse casamento, coloco a flor branca no bolso do paletó e resolvo ir falar com Maya, o fato dela ter um relacionamento com Jonas, me deixou meio cabuloso por causa dos escândalos que poderia ter, Jonas me odiava e eu não tinha nada contra ele, porém, não queria meu nome envolvido nos escândalos que Maya gostava de ter o dela envolvido. Raul Gusmann foi esperto, se não fosse por causa dos negócios, ele jamais conseguiria um bom casamento para sua filha. — Dizem que dar azar você ver a noiva antes do casamento – Ela fala com um tom irônico em sua voz quando eu entro. — Acredito que a gente ainda não tenha nos conhecidos da melhor forma – eu respondo. — É um casamento por contrato, estou sendo obrigada a me casar com você. — Não ache que estou me casando porque quero também. — Então, por que esse casamento é importante? — Porque ele vai unir as nossas famílias em um negócio milionário, que trará dinheiro para pelo menos umas 3 gerações para frente. — Como se dinheiro importasse, é tudo que importa para todos aqui – ela fala dando uma risada fraca. — Eu te espero no altar – eu falo firme – mas, não faça nada que possa prejudicar a minha imagem perante a sociedade e a todos, eu conheço seu histórico e sei bem como você é. — Você veio até aqui para me ameaçar? — Não quero te ameaçar por nada, apenas quero te avisar, que eu não quero escândalos. – ela me olha e eu abro um sorriso de canto e saio do quarto. Me dirijo até a igreja onde seria o casamento, faço a entrada como deveria ser, os padrinhos escolhidos por mera aparência e agora era esperar a noiva. O tempo vai passando e nada dela chegar, vejo os seguranças de Raul nervosos. Somos chamados para ir até a sala do padre na parte de trás da igreja. — O que será que está acontecendo? – A minha mãe pergunta – ela já saiu de casa, a governanta falou faz mais de quarenta minuto, se leva vinte minutos até aqui. — Onde está ela? – Meu pai pergunta para Raul quando ele se aproxima de nós. Ele nos encara e seu semblante não era muito agradável, ele nos encara. — Maya fugiu – ele fala — Como assim fugiu? – eu pergunto para ele – eu disse a ela, que eu não queria escândalos. — Ela fugiu deve ter fugido com aquele dono de bar falido – ele fala nervoso — Jonas? – eu pergunto — Ele mesmo – ele fala e eu fecho os olhos tentando passar a raiva que eu estava sentindo. Jonas, um filho da mãe que só trazia problemas sempre na minha vida. — Não acredito que fui obrigado aceitar esse casamento e agora estou sendo obrigado a passar por isso. — Eu vou achar a minha filha e ela vai se casar – ele fala — Eu não quero mais me casar com ela! – eu afirmo nervoso e meu pai se desespera — Você não pode falar isso – Meu pai fala – o casamento é importante para a nossa família. — Eu já disse que tenho outros meios de tirar a nossa família da lama, vou reerguer as nossas empresas – o pai de Maya começa a rir. — Como? O meu dinheiro é necessário para isso, e se não tiver casamento, não tem dinheiro – ele fala. — Eu não preciso do seu dinheiro – eu afirmo – me formei em economia, pegue o seu dinheiro e a sua filha que é uma bomba que está preste a estourar e não apareça mais na minha frente. — Você acha que pode falar comigo dessa forma? – ele pergunta — Eu falo como eu quiser – eu respondo – eu vou acabar com esse casamento agora mesmo. — Você vai se arrepender por falar dessa forma da minha filha e por me tratar assim – Raul afirma — Sua filha é uma surtada, você realmente acha que eu queria me casar com ela? Como eu disse, vou reerguer a minha empresa sem precisar do seu dinheiro. — Vicente, você irá se arrepender por isso, você vai rastejar pedindo a minha ajuda – Raul afirma nervoso e saí cuspindo fogo. Eu ignoro totalmente o meu pai e vou em direção aos convidados. — A noiva fugiu, não terá casamento mais, está tudo cancelado, a festa terá normalmente por que já está arrumado, pode se dirigir até minha casa e aproveitar a festa. Mas, o casamento está cancelado – eu largo o microfone em cima do altar e saio pelos fundos da igreja com a chave do carro nas mãos. Duas semanas depois... Eu estava no escritório e estava começando a ficar desesperado com a contabilidade da empresa, até que meu pai entra nervoso dentro do escritório me jogando vários papéis sobre a mesa. — Olha o que o cancelamento do casamento está nos causando – ele anda de um lado para o outro nervoso – Clientes importantes estão desistindo de fechar contrato com a gente por causa do escândalo que tudo isso se tornou. — E você quer que eu faça o que? Que eu mande todo mundo procurar por ela? — Já era para ter feito, dependemos dos negócios com Raul Gusmann e após você cancelar o casamento daquela forma, ele não quer mais fechar negócios com a gente. — Foi a filha dele que desapareceu, papai – eu digo nervoso – não fui eu que desapareci com ela. — Encontre ela – meu pai fala – encontre ela até no inferno, mas encontre.
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