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995 Palavras
Maya narrando Eu olho para essa casa que era enorme vazia, a mesma coisa que a minha casa onde morava com meu pai depois da morte da minha mãe, se tornou triste, essa era igual. Os moveis escuros, o natal chegando e nem sequer uma decoração de natal aqui. Eu começo andar pelos corredores enormes e começo a ver diversas fotos, Vicente era filho único e sempre teve os seus pais por perto, eu perdi minha mãe muito cedo. Olho as fotos de diversas viagens, momentos em família, até mesmo com a família inteira deles, deveria ser tios e primos, pessoas importante na alta sociedade, até que vejo uma pessoa em especial, eu estreito os meus olhos para ver melhor. — Daniel – eu falo baixo e olhando ele no meio da foto. – Você era um Miller – eu falo olhando a foto. Eu olho para trás como se tivesse sentindo ser observada mas não era nada, era apenas o meu passado batendo na minha porta para me atormentar. Mas será mesmo que ele era um Miller? E meu pai não sabia? Ou ele não era tão importante para a família de Vicente? Eu ligo para minha amiga Larissa e logo ela me atende. — Oi sua sumida – ela fala – estou a dias tentando falar com você, Jonas veio até aqui para saber se você veio para cá. — Aquele filho da mãe – eu falo nervosa – ele me bateu, um drogado bêbado. — Como assim, Maya? – ela pergunta — Depois te conto melhor, diz a ele que eu sai do país , quem sabe ele me deixa em paz. — Jonas não é quem você imagina que ele era? – ela pergunta – você estava tão apaixonada por ela a ponto de fugir. — Eu sei, eu fugi e conheci a pior forma dele – eu falo nervosa – Deixa a poeira abaixar e a gente se encontra. — Onde você está? — Estou segura. Meu pai não pode desconfiar onde eu estou. — Provavelmente ele vai querer te casar com Vicente – ela fala – bom, se ele quiser se casar com você. — Por isso é melhor me deixar aqui – eu falo Eu desligo a chamada com Larissa e fico pensando em tudo, em meu pai, em Vicente, em sua família e até mesmo em Daniel, eu estava perdida em meus pensamentos e não sabia qual direção tomar na minha vida. Eu não tinha dinheiro a não ser o dinheiro do meu pai, nunca tinha trabalhado na minha vida e nem mesmo me formei em algo, sempre fui a filha mimada, atordoada e diabólica de um homem rico. O dia até que passou rápido e Vicente não chegou tão tarde, eu estava na sala lendo um livro que tinha encontrado na biblioteca da casa e ele me encara. — Boa noite senhorita Maya – ele fala — Boa noite Vicente. — Acredito que não teve muita coisa para fazer mas gostaria de perguntar como foi seu dia. — Bastante pensativo – eu falo para ela – eu não sei se aguento ficar muito tempo por aqui. — Você quer falar com seu pai? – ele pergunta — Quem sabe ele não me aceite voltar para casa e retomar a minha vida. — Provavelmente ele vai querer que a gente se case novamente – ele fala — E você ainda precisa desse casamento? Você me disse que não. — Sim, eu sei o que eu disse – ele fala — Só que eu também não posso ficar escondida aqui para sempre, vendo a minha vida passar pela janela, isso é um tanto ridículo, eu liguei para uma amiga minha, Larissa Dreans. — Sim, filha do Rodrigo Dreans – ele fala — Ela me disse que Jonas foi atrás dela para saber de mim. — Era certo que ele iria atrás de você. Ele não vai aceitar te perder dessa forma, ainda mais que ele não conseguiu dinheiro nenhum do seu pai. — E nem vai conseguir – eu afirmo – não vai mesmo. Eu não quero ver Jonas tão cedo na minha frente. — Eu não preciso mais do dinheiro do seu pai, mas quem sabe você pode precisar de mim. — Do que está falando? – eu pergunto para ele. — Jonas pode te prejudicar ainda mais, querer te prejudicar , ainda mais com o relacionamento de vocês, pode usar isso para até mesmo te ameaçar ou chantagear você, ainda mais em relação ao seu pai e fazer com que seu pai fique ainda mais nervoso. — Não pensei nisso – eu olho para ele. — Se você quiser, podemos nos casar – eu olho para ele – não teremos relacionamento nenhum, apenas um contrato de casamento, assim você consegue viver a vida da sua forma sem que o seu pai fique no seu pé e automaticamente sem que Jonas fique correndo atrás de você. — Um contrato de casamento? – eu pergunto para ele. — Onde favorece apenas nos dois dessa vez e não os nossos pais – ele fala – eu te entrego o dinheiro que o seu pai prometeu dar ao meu pai, fingimos um casamento perfeito. — Um contrato com validade – eu falo olhando para ele. — Com validade – ele afirma. Eu fico encarando Vicente e pensando em sua proposta. — Esse contrato terá um ano – eu falo para ele e ele me encara – começará no natal desse ano, onde vamos dar a maior festa que esse lugar já viu – ele abre um sorriso – e vai finalizar no próximo ano, onde vamos anunciar a nossa separação. — Combinado – ele fala — Natal do próximo ano anunciamos a nossa separação. Entendeu? — Entendido – ele afirma me encarando — Combinado então – eu falo para ele. Eu estendo a mão e ele me encara estreitando os olhos, mas estende a sua mão e fechamos um acordo.
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