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3061 Palavras
Vicente narrando Eu olho para Maya dormindo em meus braços, presto atenção em seu rosto, em seus traços, em seus semblantes, pego meu celular ao lado e vejo que tinha diversas mensagens da minha mãe. Eu tinha decidido passar o natal com Maya, porque estava cansado da minha mãe ficar controlando a minha vida, achar que era dona de tudo e que podia mandar na vida de todos e principalmente na minha, eu não queria mais isso. Maya acorda e me encara meio perplexa, eu abro um sorriso e ela abre um sorriso. — Feliz natal – ela fala sorrindo — Feliz natal Maya – eu falo para ela. A gente se casaria no dia 1 de janeiro, nosso casamento seria algo intimo e seu pai prometeu que iria, já meus pais não sei se iriam, talvez todos iriam para manter as aparências. Maya na noite passada me contou seus sonhos e ela era uma menina sonhadora e eu queria incentivar ela a realizar todos, porque por mais que isso fosse um acordo, eu não queria ser o único beneficiário, com as semanas passando e a gente convivendo junto, eu fui aprendendo a conhecer ela melhor, eu nunca me importei a fio com o passado dela, tirei ela das mãos de Jonas, daquele filho da p**a. Nos tomamos café da manhã juntos e no jornal que chegou aqui em casa, tinha fotos do natal da minha mãe, até mesmo sua amiga Larissa estava lá, Maya não disse nada apenas ficou em silêncio. (...) Os dias foram passando e eu e Maya fomos nos aproximando mais ainda, nossa convivência estava tão boa e harmônica, que parecia que a gente ia se casar por que a gente se amava mesmo. Ela fazia planos e eu até incentivei ela abrir a loja que ela tanto queria, eu dei uma parte do dinheiro que seu pai investiu na empresa e ela já estava vendo tudo e eu ajudando. — O pai dela vai vir? – o meu pai pergunta — Ele disse que sim – eu respondo — Seria um caos se ele não viesse – minha mãe fala – imagina, se até a gente veio. Eu ignoro os comentários da minha mãe que eram péssimos o tempo todo, eu imagino como Maya deve estar nervosa e acabo indo atrás dela, bato na porta e ela me olha assustada. — Você não deveria estar aqui – ela fala me encarando. — Eu sei – eu respondo – mas eu queria te dar algo. — O que é isso? – ela pergunta — É um colar – eu falo – deixa eu colocar. — Ele é lindo – ela fala — Eu sei que muitas pessoas te julgam diariamente, mas eu não quero te julgar quero estar aqui do seu lado para somar. — Obrigada, você é um cara incrível – ela fala me encarando – mesmo esse contrato de casamento sendo totalmente indesejado, eu estou começando a criar uma admiração enorme por você. — E eu por você – eu falo para ela e ela sorri. O cerimonialista já tinha chego, não vamos nos casar na igreja e isso tinha sido uma decisão nossa, já que a gente não sabia se mais para frente, iriamos querer nos casar novamente com outras pessoas e na igreja. — Sua mãe está furiosa – Douglas fala e eu o encaro. — Eles armaram esse circo todo, estou apenas fazendo o que eles queriam – eu falo para ele. — Tem certeza mesmo? – ele pergunta — Não posso desistir agora – eu afirmo – o dinheiro já foi investido, a empresa já saiu do buraco. Minha mãe insiste que o casamento vai destruir a empresa, mas eu não vou deixar que isso aconteça. — Os acionistas estão aqui – ele fala — Mas a sociedade não – eu falo para ele – mas vamos incluir ela na sociedade, Maya não será humilhada por mais ninguém. Douglas me encara e acho que sem entender o porque estava defendendo ela tanto, o casamento começa e Maya entra, ela estava linda e seu pai ao seu lado, como tinha que ser. Capítulo 16 Maya narrando 2 meses depois.... O casamento tinha acontecido, eu vi meu pai no dia do casamento e depois não vi mais ele, parecia que ele estava me evitando de uma forma inexplicável, eu tinha alugado uma sala imensa onde colocaria a minha loja e Vicente me deu a parte do meu dinheiro como no contrato que a gente fez, aqui eu montaria a minha loja. Larissa que não estava falando direito comigo, tinha me enviado uma mensagem, mas eu tinha completamente ignorado, ela não foi no natal e nem no casamento, estava viajando segundo ela, mas sei que talvez estava me evitando porque a mãe de Vicente jogou muita coisa no ar antes do nosso casamento. — Está ficando tudo lindo – Manuela que seria a vendedora que iria me ajudar na loja fala. — Você acha? – eu pergunto para ela. — Essa loja está um sonho, vai estar cheia no dia – ela fala. — Eu tenho tanto medo que no dia da inauguração não apareça ninguém – eu respondo para ela. — Vai aparecer sim – ela fala – será um sucesso, uma loja como essa não existe aqui. Eu olho para ela e sorrio, eu recebo um buque de flores e vejo que era de Vicente, eu não sei onde daria esse contrato, mas cada dia que passa eu e ele estamos ainda mais próximos. Manuela já tinha ido embora e eu estava arrumando algumas mercadorias, quando Vicente entra . — Eu queria saber se a dona dessa loja, gostaria de jantar comigo? – ele pergunta e eu abro um sorriso para ele. — É lógico que sim – eu respondo — Queria ter vindo mais cedo – ele fala – mas infelizmente, eu não consegui. – eu o encaro – muita correria na empresa. — Eu imagino, por aqui não está diferente. — A loja está ficando linda. — Estou insegura com a inauguração – eu falo para ele. — Vai dar tudo certo – ele fala – você vai ver, será um sucesso – eu abro um sorriso para ele. Nos fechamos a loja e saímos para jantar, a gente tinha escolhido um restaurante simples e acolhedor , passamos uma noite agradável e quando saímos do restaurante, a gente leva um susto. — Parabéns Maya e Vicente – Jonas fala batendo palmas – pelo casamento. — Jonas – eu falo — Olha que legal – ele fala – os dois se casaram, não é mesmo? Querem enganar a quem? — Vai embora daqui – eu falo para ele. — Vai embora Jonas, antes que você tenha problemas – Vicente fala para ele. — Eu não tenho medo de você seu bobão – Jonas fala para Vicente – e você dona Maya, acha mesmo que iria me apagar da sua vida? — Eu já mandei você ir embora – eu falo para ele – vai embora daqui. — Você terá muitas surpresas – ele fala me encarando – ninguém vai esquecer seu passado, o que você fez e o porque foi parar naquela cadeia naquele dia. — Vai embora daqui, você não é ninguém para me ameaçar – eu falo para ele. — Vai embora Jonas e se você ameaçar novamente Maya – Vicente fala para ele – eu acabo com a sua vida. Você entendeu? — Não estou ameaçando, é um aviso. — Eu já disse para você ir embora – Vicente dar um grito e eu seguro Vicente porque ele ia para cima de Jonas com tudo. — Vamos Vicente – eu falo e Jonas começa a rir – vamos. Eu consigo colocar Vicente dentro do carro, Jonas queria dinheiro, provavelmente tinha acabado o seu dinheiro para alimentar os seus vícios e com isso, ele iria vir infernizar a minha vida querendo dinheiro. — Vicente não caia na onda dele – eu falo para Vicente que me encara. — Esse filho da p**a quer fazer isso, desestabilizar a gente – eu falo para ele – é isso que ele quer. – Vicente me encara e dar vários socos na mesa. — Não vamos entrar na dele – ele fala – mas, eu quero saber, o que aconteceu naquela noite que foi presa? – ele pergunta me encarando – eu sei que tem tudo a ver com meu primo Danilo, me conte Maya, o que aconteceu naquela noite? Eu engulo seco e olho para ele, eu penso em negar e esconder dele a verdade, mas Vicente estava certo de que ele queria saber a verdade, eu olho para ele e resolvo contar tudo. (...) — Você vai querer cancelar o contrato? – eu pergunto para ele e vejo que Vicente fica meio sem palavras, ele liga o carro e começa a dirigir – Vicente, eu preciso que você diga algo. — Eu não me importo com o seu passado – ele fala – esqueça isso. Vamos focar no que a gente tem, no acordo que temos. — Falta menos de 10 meses para o acordo acabar – eu falo para ele e ele me encara – e a gente seguir a nossa vida, eu não quero desgraçar a sua, não quero que as pessoas depois te julguem por estar comigo. — Ninguém vai fazer isso, porque enquanto você estiver do meu lado, irei te defender com unhas e dentes – ele me olha – você entendeu? – ele pergunta e para o carro. — Você é maluco – eu olho para ele – manchar sua imagem comigo. — Eu estou apaixonado por você Maya – ele fala e eu o encaro — O que você disse? — É isso – ele fala me encarando – eu aprendo a gostar de você, das suas qualidades e até mesmo dos seus defeitos. – eu olho para ele sem acreditar no que ele está dizendo. Capítulo 17 Vicente narrando Ela me encara sem acreditar e eu já esperava sua reação, eu sei que comecei com esse contrato da forma errada, fazendo mais um acordo com o pai dela, do que com ela mesmo, mas eu aprendi a gostar da Maya, nos envolvemos de uma forma que hoje estamos vivendo uma vida de casados realmente, mesmo sem querer. — Você está maluco – ela me fala – como que alguém se apaixona por mim? — E porque eu não me apaixonaria por você? – eu pergunto e ela me encara — Porque eu sou uma bomba relógio, um desastre, Vicente somente com esse contrato eu arrumaria um casamento e meu pai sempre soube disso. — Eu já disse que não me importo com seu passado, eu não me importo com ele – ele fala e eu o encaro. — Vicente – ela fala — Nossa convivência é gostosa de mais , estar do seu lado, aprender com você, Maya seu pai deveria conhecer você dessa forma, reconhecer você, todas as pessoas deveriam te conhecer dessa forma – ele fala – ninguém mais te julgaria por nada. – os olhos dela se enche de lagrimas – vamos deixar rolar e ver até onde tu vai, mas você tem em mim um parceiro para vida se quiser. Eu passo a mão lentamente pelo seu rosto limpando as suas lagrimas. — Eu não sei, o que te falar – ela fala me encarando – isso é tão novo para mim, tão novo – eu abro um sorriso para ela. — Eu sei que é – eu respondo – não só para você, mas para mim também. Eu beijo a sua boca e ela corresponde o meu beijo, acho que estamos vivendo algo novo, descobrindo juntos um sentimento novo, algo que poderia mudar para sempre as nossas vidas. (..) Os dias foram passando e Maya estava cada vez mais ansiosa com o lançamento da loja, eu estava ajudando ela em tudo, até mesmo na divulgação, eu queria que tudo fosse perfeito, ela merecia. Então, eu vou até a casa da minha mãe para falar com ela, minha mãe me encara. — Está sumido Vicent e- ela fala – estamos com saudades. — Mamãe, eu preciso falar com você. — O que aconteceu? Desistiu do casamento? – ela pergunta — Não – eu respondo – Maya vai lançar uma loja. — Já estou sabendo – ela desdenha — Preciso que você vá nela no lançamento, fale bem da loja para suas amigas. — Não irei fazer isso. — Maya é minha esposa você querendo ou não, se a loja dela for m*l, provavelmente vão falar de nossa família, que não sabemos fazer negócios – ela me encara — Isso é um absurdo – ela comenta nervosa. — Você sabe que é verdade e que é isso que vai acontecer – ela me olha com nariz torto. — Vou ver, a caridade que eu posso fazer – ela fala e eu tiro os convites da minha mochila – fala sério, o que vou fazer com esses convites? — Entregar, distribuir eles – eu respondo para ela – você sabe o que tem que fazer. Minha mãe me encara com desdenho total, pega os convites encara eles com cara de nojo, ela tinha ódio de Maya pelo que ela representava pela sociedade, minha mãe era uma pessoa conservadora, conhecida na alta sociedade, amada por todas, eu imagino o que não deveriam falar. Eu estaciono o carro na empresa e quando saio sou atingido por um soco de Jonas. — Você está maluco seu filho da p**a? – eu pergunto com raiva. — Você está feliz por ter roubado minha mulher? — Você usou ela, enganou, está nervoso porque perdeu o dinheiro dela? – eu o encaro – seu bêbado falido, você é um filho da p**a. — Maya será minha de novo – ele fala – vocês não vão ficar junto. — Você não ouse tentar se aproximar de Maya – eu falo para ele com raiva e ele me encara. — Você irá se arrepender de estar com ela – ele começa a andar para trás quando os seguranças da empresa se aproximam, — Senhor Vicente, está tudo bem? – o segurança pergunta. — Tudo sim – eu respondo. Eu chego no escritório e encontro Douglas em sua sala, ele me encara e eu estava com um pano na boca, porque tinha cortado. — O que aconteceu? – ele pergunta — Encontre meu primo – eu falo — Que primo? — Daniel – eu falo para ele — O que você quer com Daniel? – ele questiona — Eu só quero que encontre onde ele está. 2 meses depois.... Hoje era o dia da inauguração da minha loja, a loja começou a encher logo cedo, o coquetel estava rolando, eu e Manuela não estamos dando conta, desde cedo Vicente estava me mandando mensagem querendo saber como estava tudo e que assim que saísse da empresa, iria vir direto para cá. Eu vejo a sua mãe chegando com algumas amigas, ela se aproxima. — Viemos prestigiar a loja da minha querida nora – ela fala. — Sejam bem-vindas – eu falo sorrindo — Eu e ela nos damos muito bem, não é mesmo? – ela pergunta e eu sorrio. — É lógico que sim – eu sorrio. Ela começa a mostrar a loja como se fosse dela, levando as amigas para todos os cantos, elogiando, como se fosse minha melhor amiga, eu olho para Manuela e balançamos a cabeça, os repórteres e fotógrafos chegam e eu tiro várias fotos, depois ela se intromete e tira também, Vicente chega e tiramos algumas fotos juntos. Faz quatro meses que eu e ele nos casamos e dois meses que ele se declarou para mim, o nosso casamento? Ia de vento e pouco, muitas vezes a gente esquecia que tudo isso era fruto de um contrato de casamento que um dia foi indesejado. A festa estava terminando e as vendas tinha sido um sucesso, mais do que eu imaginava, é quando vejo meu pai entrando na loja, ele encara a loja parado na porta. — Pai – eu falo olhando para ele e ele me encara com um sorriso no rosto. — Estou vendo que você soube investir bem o seu dinheiro – ele fala — Você gostou? — A loja está muito bonita – eu abro um sorriso para ele – parabéns Maya. — Obrigada, a sua presença aqui é muito importante. — Não precisa agradecer, sei que estou ausente, mas quero estar mais presente na sua vida – ele beija a minha mão e eu sorrio para ele. A mãe de Vicente já tinha ido embora, abrimos um champanhe, eu, Vicente, Manu e meu pai e comemoramos o sucesso da empresa. Eu tinha achado bem estranho a presença do meu pai, porque eu não o via desde o casamento. (...) Eu estava fechando a loja depois de mais um dia de trabalho, desde a inauguração, a loja tem sido um sucesso, tinha liberado Manuela mais cedo, porque ela tinha uma consulta, mas era bem tranquilo no final da noite, eu estava com um dos carros de Vicente, então era super calmo para ir embora. Vicente estava com reuniões e fechando negócios grande na empresa, estava chegando super tarde. Ele era um homem muito bom nos negócios e super centrado também, sabia exatamente como queria e como fazer as coisas, seus pais o culpavam pela falência da empresa e jogaram nele essa responsabilidade. Sua mãe era um monstro. Eu estava fechando a loja quando sinto uma faca encostada em minha cintura, eu olho para trás e vejo Jonas. — Olá, Maya – ele fala — Jonas – eu falo olhando para ele. — Anda entra no meu carro agora. — Eu não vou fazer isso – eu respondo nervosa. — Estou mandando você entrar agora – ele responde — Se não, você vai fazer o que? – eu pergunto para ele. — Eu vou te m***r – ele fala — Você não faria isso. — Você não conhecia nem um pouco de quem eu era, agora que sabe o filho da p**a que eu sou, você duvida que eu tenha ido te m***r? – ele pergunta e eu o encaro nervosa. — Jonas, você está transtornado. — Você ainda não viu nada – ele responde.
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