Capítulo 11

901 Palavras

Capítulo 11 MILENA NARRANDO Cheguei em casa arrasada. As paredes pareciam mais apertadas do que nunca, como se a casa inteira quisesse me engolir. Entrei batendo a porta com força e fiquei parada no meio da sala, perdida. O silêncio me pesava nos ombros. Era como se até o relógio da parede tivesse desacelerado pra me torturar. Meu pai. Só conseguia pensar nele. Naquele postinho precário, deitado numa cama dura, enquanto o médico falava com a voz seca, quase burocrática: “Se não for transferido logo, ele não dura muito tempo.” Aquela frase martelava na minha cabeça sem parar. Me joguei no sofá, mas não consegui ficar parada. A agonia me fez levantar de novo. Arranquei a roupa de qualquer jeito, largando no chão. Entrei no banheiro e abri o chuveiro. A água caiu gelada, cortando minh

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