Capítulo 210 JUNIN NARRANDO O sol já tinha se escondido e o céu tava naquele tom alaranjado de fim de tarde que sempre me dá um nó no peito. Eu tava no bar da esquina do morro, sentado na mesinha de plástico, tomando uma breja gelada, com o cigarro queimando no canto da boca e a cabeça longe. Era automático: toda vez que o mundo parava, ela aparecia. Silvana. Essa mulher que fez meu coração acelerar como se eu fosse moleque. A mulher que me deu uma noite que eu nunca vou esquecer… e no dia seguinte jogou um balde de realidade na minha cara. “Foi só uma noite.” Essas palavras ainda me cortavam. E mesmo assim, eu não fui atrás. Orgulho? Talvez. Medo de ouvir de novo que ela não queria nada comigo? Com certeza. Eu dei mais um gole na cerveja e fiquei encarando a rua. O movimento no

