Não custou para que ele voltasse do closet já vestido — uma calça de pijama e uma camisa branca. Eu desisti de permanecer em pé — minhas pernas tremiam como gelatina — e acabei me sentado na cama com a pequena bolsa com os utensílios.
Quando Nathan se dirigiu a cama seus olhos me transmitiam tantos sentimentos que me meu estômago se revirou e minhas bochechas esquentaram.
Não consegui manter o olhar, precisei virar o rosto para que não tivesse um "treco".
Céus, nunca estive tão sensível.
— Você é sempre tão tímida, Maggie Rose. — Sua voz está revestida de veludo.
— Hum. — Sinto que em sua corrida, meu coração tropeça em suas palavras. — Nem sempre fui assim.
— Não? Não consigo imagina-la sem sua timidez. — Sua não alcança meu queixo, ele o envolve em seus dedos e então, gentilmente, ele puxa meu rosto em sua direção.
Nossos olhos se encontram e eu nunca imaginei que pudesse haver fogo no oceano. Nathan está ardendo.
— Tenho que fazer o seu teste.
— O beijo primeiro.
— Não não não, o teste primeiro. — Digo rápido demais devido ao nervosismo.
— Nada disso, você prometeu.
— Só porquê prometi não significa que vou colocar seu bem estar em segundo plano! Esqueceu que deveria estar internado nesse momento?! — Estou quase gritando, mas as palavras não são inteiramente minhas.
— Vou acabar internado em um manicômio desse jeito! — Ele solta o meu queixo. Nathan pressiona o ossinho do nariz entre o dedão e o indicador, delatando sua impaciência. — Está me deixando louco, Maggie Rose!
Respirei fundo, fechei os olhos e me acostumei com o nervosismo. Vai ser assim até que eu me acostume. Pensar assim é engraçado, eu quero mesmo me acostumar com o seu toque? Se sim, porque fico fugindo? Parece que quanto mais eu quero fugir do passado, mas ele parece se fazer presente em minha vida.
Vamos lá, Maggie. Você precisa sair dessa.
Me estico até ele, para que em sua bochecha eu consiga depositar um beijo. Nathan se surpreende e me encara levemente espantado. O que? É só um beijo na bochecha.
— Primeiro o teste e então te deixo me beijar o quanto quiser.
Nathan
Maggie não sabe o que ela desencadeou. Beija-la o quanto eu quiser? So sairemos desse quarto quando eu quebrar esses paredes entre nós.
Ela fez o teste e não pareceu nada contente com o resultado.
— Poderia estar mais alta. Ainda está abaixo do normal. — Maggie se levanta e eu sei exatamente o que ela está prestes a fazer, mas nós temos um acordo e meu bem estar pode esperar, então, seguro o seu braço e a puxo para mim antes que ela saia correndo do quarto.
Sua surpresa é notória, sua respiração irregular, seus olhos recaem em minha boca e eu não preciso de mais nenhum sinal para tomar sua boca.
O gosto de Maggie é o paraíso, ou o inferno. É como uma droga que desde que eu tive não consigo deixar de pensar e desejar.
— Nathan. — Ela murmura entre o beijo. — Sua glicemia.
— Que se f**a a glicemia. A única coisa que vou comer hoje é você.