Não é como se fosse a primeira vez, eu já dormir aqui antes, mas a sensação em meu estômago é de ansiedade, porque por mais que Nathan entenda a minha relutância depois do que fizemos na cozinha vai ser difícil conter os leões sexuais dele.
Não sou maluca de esperar por uma investida, não é? É claro que ele não vai dormir antes de roubar uma casquinha.
Não pensei que um dia eu fosse ficar confortável com isso. Ter uma pessoa me tocando, me beijando e ainda assim me sentir bem com isso. Eu sempre achei que não fosse conseguir suportar o toque de outra pessoa, mas cá estou eu, nervosa pela sensação do ataque eminente.
Durante o jantar ele me lançou olhares tão intensos que senti minha alma sair do corpo de tanta vergonha. É tão r**m ser tímida a esse ponto, mas estou curiosa e tentada a testar os meus limites.
Antes dele dormir, preciso testar a glicose dele mais uma vez. Os riscos noturnos são maiores, ele pode entrar em coma se não for tratado direito. Então, depois de tomar um banho e trocar de roupa ¹, com o kit para o teste e a bombinha de glucagon², fui para o quarto de Nathan.
Respirei fundo antes de bater na porta. Meu coração está na garganta e tenho uma vontade imediata de sair correndo de volta ao quarto de hóspedes.
Não, Maggie. Está na hora de fazer algo por você. É o Nathan, ele vai entender se você não quiser.
Com esse pensamento em mente deslizo a porta do quarto³ para o lado e então entro no quarto. Não encontro Nathan a primeira vista, mas o som do chuveiro me dá um sinal de sua presença.
Sento na cama dele, mas logo me levanto. Não é como se fossemos o Nathan e a Maggie amigos, não é? Eu já estive aqui tantas outras vezes mas agora...
Só de pensar em estar na cama dele minha barriga se revira em ansiedade.
Ah, que tolice Maggie.
Não é como se um beijo fosse mudar drasticamente a nossa relação,não é? Céus, sinto que estou enlouquecendo. Na dúvida, acho melhor ficar em pé.
O som do chuveiro se vai e então vido em direção a porta. De toalha — enrolada em sua cintura — e o peito amostra. Gotículas gordas caem de seus cabelos e escorrem pela sua pele.
Minha garganta seca, engulo em seco a fim de não parecer uma tonta. Céus, eu nunca o vi...
— Ah, Maggie Rose, eu daria a você o que me pedisse só por me olhar assim. — Ele abre um sorriso torto, tão sexy que sinto os b***s dos meus s***s endurecerem.
O quê...
Que sensação é essa?
Parece que meu corpo está formigando e tem uma área...uma área íntima que está latejando. Eu nunca na minha vida tinha sentido isso.
— E-eu...e-u...
Eu o que? O que tô tentando dizer? Céus!
Nathan vem até mim, dando a volta da cama e se aproximando casualmente. Seu corpo é tão...grande. Eu nunca tinha reparado nisso, ou reparei e não liguei. Não costumo pensar muito nessas coisas porque tenho medo de desbloquear lembranças tão dolorosas, mas aqui, diante dele, eu não consigo parar de olhar.
— Respira fundo, Maggie. Por mais que eu adore ver seu rosto assim — Ele estende a mão e seus dedos tocam suavemente a minha bochecha. — Não quero que desmaie de nervosismo.
Respirar fundo, certo. Como que respira mesmo? Estava prendendo a respiração até agora e nem percebi. Céus, Nathan vai me deixar maluca.
— O teste...o teste de glicemia. Tenho que fazer antes de você ir dormir.
— Eu imaginava. — Sua voz é baixa é quase como se ele estivesse respondendo automático por sua mente estar em outro lugar. — Posso beijar você de novo?
Sinto meus neurônios entrando em curto e a tela azul⁴ surgir rapidamente. Não sei o que dizer. Sim? Eu...eu quero que me beije, mas...mas...
— Vista uma roupa primeiro. — consigo dizer, mas sai rápido demais.
Nathan abre um sorriso largo, feliz, mostrando a fileira de dentes brancos.
— Sim, chefinha.
Nathan se afasta e eu finalmente consegui puxar o ar para dentro dos pulmões. Nathan vai me deixar louca e eu não sei dizer o que esse sentimento em meu peito significa. Céus, o que eu faço?
— Não pense em fugir, Maggie. Você prometeu. — A voz dele é distante já que ele está no closet.
— Eu não ia.
Por mais que eu não sabia reagir a isso, não sinto vontade de correr. Eu confio nele o suficiente para querer ficar.
Explicações:
1. Maggie trabalha com Nathan a anos e ela frequenta a casa dele, é lógico que ela tenha uma muda de roupas para uma necessidade.
2. O glucagon é uma substância produzida tanto pelo nosso corpo, quanto artificialmente. Serve para alavancar a glicemia, no caso de Nathan, sua glicemia é baixa então ele precisa do Glucagon para aumenta-la rapidamente.
3. A porta do quarto de Nathan é de correr, grande e de bandeira de carvalho. A casa dele é bem moderna, mas achei engraçado ser uma porta de correr.
4. Aqui quando a Maggie diz "tela azul" ela se refere a tela de "erro" nós computadores quando algo está errado. No caso, ela pensou em mil coisas ao mesmo tempo e então a tela azul surgiu em sua mente.