Ema — Ema — A voz de Cristina me puxa de volta dos pensamentos. Estou sentada no sofá, ainda não consegui entender o que acabou de acontecer. Ela sorri timidamente, meio receosa em chegar perto. Minha amiga não é tímida, Cris é desprovida de receios e pudores, o que diabos aquele cretino está fazendo com ela? Passamos um certo tempo nos encarando. — Um chupão? — Pergunta arqueando as sobrancelhas. — Hã? — Balbucio sem entender. Ela aponta para meu pescoço. — Vocês já estão transando? — Pergunta esbanjando um sorriso faceiro. — Não acredito! Eu encontro você com a cara nesse estado — aponto para seu rosto, — discutindo com aquele troglodita, achando que é dono do meu apartamento e você pergunta por chupões e sexo? — Sinceramente, a dona Cris se superou. — Também ia perguntar pela

