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2163 Palavras

Ema Observo a paisagem pela janela do carro. As casas desproporcionais e irregulares passam como um borrão devido às lágrimas que se acumulam mais não consigo deixar rolar. A sensação de perda não é estranha, mais por alguma razão é muito mais dolorida. A madrinha e tio Denis estavam velhos e doentes, minha mãe era uma mulher jovem que com tratamento ainda teria muito o que viver. Mais ela escolheu abraçar a morte antes do tempo. A dor era dilacerante no meu peito, quero gritar mais não consigo, quero chorar mais as lágrimas se recusam a descer. Sinto-me sufocar por não conseguir colocar para fora minha dor. — Estou com fome — falo. — Quando chegarmos em casa, peço um delivery. — Daniel fala segurando minha mão sem desviar a atenção da pista. — Podemos parar para comer. — Retruco pr

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