CORINGA – NARRAÇÃO O cheiro do medo… tem gosto de vitória. Entrei naquele quartinho e vi ele lá, todo ferrado, tremendo feito galinha antes do corte. Beatriz passou por mim como um raio. Fria. Focada. Linda na fúria. Ela era minha bala perdida favorita… e ele ia entender o que é ser alvejado por uma mulher dessas. BEATRIZ: — Bora começar, Coringa? Eu quase ri. A calma dela me dava mais medo do que qualquer grito. Cheguei perto. O cara tentou levantar a cabeça, mas a vergonha pesava mais que o corpo dele. CORINGA: — Quem mandou tu ir na escola do Brian? Mas não era pergunta. Era sentença. O desgraçado gaguejou. Cuspiu o nome do Lucas como se isso aliviasse. Lucas… sempre ele. O rato por trás das sombras. Meu pé encontrou as costelas dele antes da raiva subir toda. Caiu feito

