capítulo 74

742 Palavras

. O morro respirava fundo. Cada viela parecia sussurrar meu nome. Eu tava ali, de pé na laje, olhando o céu nublado como quem encara um julgamento. "Hoje eu escolho a morte…", pensei de novo, deixando o vento bater no meu rosto. Me afastar de Deus tinha um gosto estranho. Amargo na língua, pesado no peito. Mas Lucas… Lucas precisava cair. E se eu tivesse que carregar esse peso sozinha, que fosse. Fechei os olhos. Por um instante, tentei lembrar do cheiro do Brian, do calor do abraço dele, da voz dizendo “te amo, mãe”. Era por ele. Sempre foi. E por mim também. Porque eu não ia morrer com medo. Nem viva, nem morta. Então senti. Braços ao redor da minha cintura. Quentes, firmes, certos. O cheiro de cigarro e perigo. O toque que me fazia esquecer quem eu era — e lembrar quem e

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