capítulo 73 BEATRIZ

899 Palavras

O sol batia fraco na laje, como se também estivesse cansado de tanta dor. Eu me sentia assim… meio viva, meio quebrada. O Brian atento no celular ali perto, enquanto eu tentava ajeitar a bagunça dos meus pensamentos. Até ontem, eu dizia que era cristã. Hoje, não sei mais. A dor me rasgou por dentro, e no meio dela, foi a igreja que me acolheu. Não porque eu tinha fé, mas porque precisava respirar. Foi lá que me deram um café quente, um canto de silêncio e um olhar que não julgava. Ouvi passos subindo o beco. Me levantei por instinto. Era ela. Laura. A tia do Coringa. — Laura? — falei num sussurro. Ela assentiu, parando diante de mim. Laura: — Já cuidei desse menino aí quando, naquele dia, quando Coringa te tirou da igreja e trouxe você pra cá, foi comigo que ele deixou o Brian por

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